GIRLS IN GREEN

Não é só o tabaco que merece esse cuidado: os filtros também ajudam a limpar impurezas na fumaça da sua maconha. Venha saber mais sobre isso!

Ok, vamos começar sendo honestas: a gente sabe que fumar não é a melhor coisa para a nossa saúde. E, embora muitos considerem a maconha mais segura do que o tabaco, muitas das substâncias geradas pela queima de ambos podem ser bastante prejudiciais para nosso sistema respiratório. Por isso, usar filtro no baseado é o mais recomendado.

Embora essa atitude não elimine 100% dos danos, ela vai reduzi-los — e isso já pode fazer uma diferença gigantesca quando pensamos no ato de fumar. Além disso, a gente sabe que grande parte da galera também carbura um tabaquinho vez ou outra, seja com flor ou com haxixe. Isso é motivo mais do que suficiente para tunar seus becks com esse apetrecho!

Mas a gente sabe que, assim como várias outras estratégias de Redução de Danos, o uso de filtros na hora de fumar maconha é um assunto que gera dúvidas e é cercado de mitos. Por isso, hoje, vamos falar um pouquinho mais sobre o que eles são, como funcionam e quais suas vantagens para quem, assim como a gente, não diz não para um bom bem bolado.

Vem com a gente!

Os filtros realmente fazem a diferença?

Um estudo recente da Universidade de Medicina da Carolina do Sul descobriu que quem fuma cigarros sem filtro tem quase duas vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que aquelas que fumam cigarros com filtro. O estudo é baseado em dados do National Lung Cancer Screening Trial de 2002, que contou com mais de 50.000 fumantes. 

Essa pesquisa também mostrou que fumantes de cigarro que não usam filtros têm 30% mais chances de morrer por todas as causas, e não apenas pelo câncer de pulmão. 

Embora as pesquisas tenham sido realizadas com fumantes de tabaco, também podemos fazer um paralelo com nosso uso de maconha fumada. Ambas as substâncias, quando carburadas, produzem alcatrão, amônia e substâncias cancerígenas. A inalação de qualquer produto da queima é menos do que desejável, já que, como já contamos por aqui, qualquer tipo de fumaça contém gases, como o monóxido e o dióxido de carbono, e partículas que podem causar irritação pulmonar e problemas respiratórios. 

Mais de 100 toxinas e compostos são liberados quando a maconha é queimada.

Os fumantes são mais propensos a infecções respiratórias e bronquite, mas o que causa isso não são os canabinoides, e sim a fumaça. E os filtros, embora não retirem todas as impurezas, ajudam a se certificar de que uma fumaça mais limpa vai chegar aos seus pulmões.

Foto montagem colorida de um filtro de acetato de celulose sendo colocado em uma onda tubular
Filtros de acetato de celulose não reduzem a quantidade de THC suficiente para interferir na sua brisa

O filtro tira o THC do baseado?

Não existem estudos científicos suficientes para a gente dizer, com todas as palavras, que você perde 0% do THC do seu baseado com qualquer tipo de filtro que for utilizado. 

Por exemplo: os filtros de carvão ativado, que têm se tornado uma opção bem popular para os maconhistas, podem reduzir um pouco a quantidade de THC presente na fumaça. Ao mesmo tempo, eles podem filtrar até 40% das moléculas instáveis geradas pela carburação que podem causar câncer. Ou seja, um pouco do THC pode ficar preso nas partículas de carvão ativado, mas não o suficiente para reduzir a sua brisa.

Filtros comuns de cigarro, como os de acetato de celulose, também não reduzem significativamente a quantidade de THC na fumaça para interferir na sua brisa. Isso porque precisamos lembrar que nosso pulmão possui uma capacidade limitada de absorção do canabinoide, e sua biodisponibilidade varia entre apenas 23-27% para usuários crônicos e 10-14% para usuários ocasionais.

Basicamente, você nunca vai conseguir fumar 100% do THC que está na sua maconha. Perder um pouco dele pelo caminho não vai afetar sua brisa, mas pode ajudar a manter a saúde dos seus pulmões a longo prazo. Fica a dica.

Os filtros e a poluição ambiental

O maior problema dos filtros, seja nos cigarros de tabaco ou de maconha, é o fato de que eles acabam se tornando um fator negativo para o meio ambiente — principalmente se você é daquelas pessoas que têm dificuldade em colocar suas bitucas no lixo depois de fumar.

Segundo pesquisas, as bitucas acabam sendo uma importante fonte de poluição ambiental, pois contêm toxinas que podem vazar para o solo e para a água (pesticidas, nicotina, cotinina, alcatrão, substâncias cancerígenas, metais, etil-fenol, etileno glicol, mentol e elementos chamados poluentes emergentes) caracterizados por sua lenta degradação. 

Outros estudos ainda apontam que os filtros descartados inadequadamente são a forma mais onipresente de lixo, e estima-se que 4,5 trilhões bitucas de cigarro são jogadas fora todos os anos em todo o mundo, representando aproximadamente 845.000 toneladas  de resíduos. Dados do Programa Costeiro Internacional do PNUMA ainda mostraram que elas foram o tipo mais comum de lixo marinho.

Portanto, a gente acredita que os filtros devem ser usados com bastante consciência. Além de escolher opções mais sustentáveis, como os filtros biodegradáveis, recomendamos levar com você bituqueiras e fazer o descarte adequado dos seus resíduos. Afinal, mamãe natureza é uma só, e precisamos dela mais do que podemos conceber!

Foto colorida da mão da Alice segurando um  beck com piteira de vidro Girls in Green
Beck com piteira de vidro Girls in Green

Usar piteiras pode substituir o filtro?

Embora as piteiras possam filtrar um pouquinho dos resíduos maiores da queima, elas não substituem a função do filtro. 

Enquanto o filtro é feito justamente para capturar partículas menores, a piteira tem o objetivo de resfriar a fumaça — para que ela não queime tanto os tecidos da sua boca, garganta e pulmões. Os dois apetrechos funcionam melhor em equipe e, para nós, um beck (ou spliff) perfeito precisa unir ambos para maximizar a Redução de Danos e nos proteger o máximo possível do potencial negativo da fumaça.

Se você quer entender melhor o motivo pelo qual nós somos fãs de carteirinha das piteiras, vem aqui ler nosso artigo e conhecer nossa parceria com a Bem Bolado! E a nossa dica é sempre procurar piteiras bem longas para aliar ao filtro, já que, quanto mais longas, mais a fumaça é resfriada no caminho até seu sistema respiratório.

Foto colorida do Jilter da Girls in Green
Jilter da Girls in Green

Nossas opções favoritas de filtro

Se você observar pelo mercado, existem vários tipos de filtros diferentes. Como já falamos por aqui, temos opções como:

  • Filtros de carvão ativado;
  • Filtros biodegradáveis;
  • Filtros comuns de cigarro;
  • Filtros alongados;
  • Filtros curtos e mais finos;
  • Dentre outros.

Mas, atualmente, nosso filtro favorito é o Jilter. Ele é fabricado na Suíça apenas com materiais de muita qualidade, e ainda não tem cloro, é testado e aprovado. Seu material principal é a celulose, que se degrada mais facilmente e não retira os canabinoides da fumaça. A gente sente uma brisa bem maravilhosa, e bem menos desconforto nos pulmões ou problemas com tosse e pigarro. Top, né?

E o melhor de tudo: ele vem com o encaixe certinho pra usar com suas piteiras Girls in Green! É tudo!

E aí, convencemos você a aliar o filtro às suas estratégias de Redução de Danos na hora de usar o baseado? A gente garante: nos nossos baseados, ele está sempre presente e sentimos bastante a diferença no nosso corpo e na nossa saúde. Esperamos que você faça o teste e nos conte aqui, nos comentários, as suas conclusões.

Não esqueça de nos seguir lá no Instagram @girlsingreen710 para mais dicas de RD quentinhas, testadas e aprovadas.

Até a próxima!

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