Estudos

MACONHA E GENÉTICA: COMO SEUS GENES INFLUENCIAM A BRISA

Já se perguntou o motivo pelo qual você chapa menos (ou mais) do que alguns amigos, mesmo fumando a mesma coisa? Talvez a resposta esteja nos seus genes!

Você já esteve na rodinha de amigos passando aquele beck pra lá e pra cá e percebeu que cada um reagiu a ele de uma forma diferente? Pois é: não é exatamente uma novidade que cada organismo é único quando o assunto e maconha. Por isso, é difícil que duas pessoas tenham exatamente a mesma exata experiência com a planta. Mas você sabia que uma das respostas para isso pode estar na sua genética?

Conforme os estudos sobre maconha e genética avançam, conseguimos várias respostas sobre nossa planta fav que antes nem sonhávamos em receber. Embora a pesquisa ainda seja limitada nesse campo, já conseguimos obter algumas informações bem importantes—como genes relacionados à metabolização de canabinoides e até do desenvolvimento de quadros de psicose.

Bora explorar essa temática tão interessante com a gente? Aqui, descubra mais sobre a relação intrigante da maconha com a genética, e como usá-la a seu favor!

 

Afinal, como a genética influencia os efeitos da maconha?

A genética pode influenciar os efeitos da maconha no organismo de várias maneiras. Até agora, as pesquisas desvendaram relações dos nossos genes com:

  • Metabolismo do THC: a ciência aponta que a presença de certas variações genéticas, como no gene CYP2C9, pode afetar a forma como o corpo metaboliza certas substâncias. Uma delas é o THC, o principal composto chapante da maconha! Algumas pessoas podem metabolizar o THC mais rapidamente, enquanto outras podem metabolizá-lo mais lentamente. Isso pode levar a diferenças na duração e na intensidade dos efeitos da maconha.
  • Sensibilidade aos efeitos psicoativos: variações genéticas em genes como AKT1 podem aumentar o risco de desenvolver psicose, segundo estudos! Elas também podem aumentar a sensibilidade aos efeitos psicoativos do THC. Essas variações podem tornar algumas pessoas mais propensas a experimentar ansiedade, paranoia ou outros efeitos psicológicos adversos após o consumo de maconha.
  • Memória e cognição: outra pesquisa mostrou que genes como COMT desempenham um papel na quebra de dopamina no cérebro, afetando a função cognitiva e a memória. Variações neste gene podem influenciar a capacidade de memória de curto e longo prazo de uma pessoa após o uso de maconha.
  • Relações problemáticas: um estudo de 2019, publicado na revista Nature Neuroscience, foi descoberto que uma variável no gene CHRNA2 poderia aumentar o risco de desenvolver “dependência” de cannabis. Ela é caracterizada por sintomas de abstinência que incluem depressão, irritabilidade, e uma frequência cardíaca mais alta.
  • Resposta individualizada: é importante a gente lembrar que a combinação única de variações genéticas de uma pessoa pode resultar em uma resposta individualizada à maconha. Isso significa que duas pessoas podem experimentar diferentes efeitos da mesma dose de maconha devido às suas diferenças genéticas!

 

Como entender sua genética pode melhorar seu uso de maconha?

maconha e genética
Entender a relação entre sua genética e a maconha abre portas para reduzir danos. Imagem: Girls in Green.

Compreender como nosso corpo metaboliza o THC pode nos ajudar a ajustar a dose de maconha para alcançar os efeitos desejados com mais precisão. Se soubermos que metabolizamos o THC mais lentamente, podemos optar por doses menores para evitar efeitos indesejados (como aquela ansiedade chata que às vezes bate) ou prolongados. 

Além disso, conhecer nossas predisposições genéticas para reações adversas, como ansiedade, paranoia ou problemas de memória, pode nos ajudar a tomar precauções adequadas ao usar a planta. Por exemplo, se soubermos que temos um risco aumentado de ansiedade após o consumo de THC, podemos optar por cepas com teores mais baixos de THC ou métodos de consumo alternativos. Daora, né?

Ao entender nossa genética, podemos estar mais cientes dos riscos específicos associados ao nosso uso de maconha. Isso pode nos ajudar a tomar decisões mais conscientes e a minimizar os potenciais efeitos adversos. Ou seja: é uma maneira incrível de potencializar a Redução de Danos quando o assunto é maconha.

 

Quais outros fatores influenciam a brisa?

Além da genética, vários outros fatores podem influenciar o efeito da maconha no corpo. A gente já falou bem extensamente sobre eles por aqui, mas vamos retomar alguns pontos importantes:

  • Tolerância: a frequência e quantidade de uso de maconha podem levar à tolerância. Com ela, o corpo se acostuma com os efeitos e pode exigir doses maiores para alcançar a mesma onda.
  • Tipo de cepa: as diferentes cepas de maconha contêm diferentes proporções de compostos ativos, como THC e CBD, que podem resultar em efeitos distintos. Por exemplo, cepas com alto teor de THC tendem a produzir efeitos psicoativos mais intensos. Já cepas com alto teor de CBD podem ter efeitos mais suaves.
  • Método de consumo: a forma como a maconha é consumida também pode influenciar seus efeitos. Fumar ou vaporizar a maconha pode resultar em efeitos mais imediatos e intensos. Enquanto isso, comestíveis podem levar mais tempo para produzir efeitos, mas podem ser mais potentes e duradouros.
  • Ambiente e estado de espírito: o ambiente em que a maconha é consumida e o estado emocional e mental da pessoa podem afetar sua experiência com a droga. Um ambiente relaxante e seguro pode aumentar a experiência positiva, enquanto o estresse ou a ansiedade podem exacerbar os efeitos negativos. É o famoso set and setting!
  • Saúde e condições médicas: condições médicas pré-existentes, como distúrbios de ansiedade ou depressão, podem interagir com os efeitos da maconha de maneiras complexas. Da mesma forma, o uso de certos medicamentos pode influenciar a forma como o corpo metaboliza e responde à maconha.

Esses são apenas alguns dos muitos fatores que podem influenciar o efeito da maconha no corpo. É importante considerar esses pontos ao usar maconha e sempre fazer escolhas informadas e responsáveis, viu?

 

 

FAQ

Como a genética afeta a resposta à maconha?

A relação entre maconha e genética é profunda. A genética desempenha um papel importante na forma como nosso corpo metaboliza os compostos ativos da maconha, como o THC. Variações genéticas podem influenciar a sensibilidade aos efeitos psicoativos, o metabolismo do THC e o risco de efeitos adversos.

Quais são os principais genes envolvidos na resposta à maconha?

Genes como CYP2C9, AKT1 e COMT estão entre os principais genes que podem influenciar a resposta à maconha. Esses genes estão envolvidos no metabolismo de drogas, sensibilidade aos efeitos psicoativos e função cognitiva, respectivamente.

Como os testes genéticos podem ajudar?

Os testes genéticos podem identificar variações genéticas específicas que podem influenciar a resposta individual à maconha. Isso pode ajudar as pessoas a personalizar sua dose, evitar efeitos adversos e escolher cepas de maconha mais adequadas para suas necessidades.

Os testes genéticos são precisos?

Os testes genéticos para a maconha estão em constante evolução, e sua precisão pode variar. É importante entender que a genética é apenas um dos muitos fatores que influenciam a resposta à maconha. Por isso, os resultados dos testes genéticos devem ser interpretados com cautela.

Quem deve considerar fazer um teste genético?

Pessoas que desejam entender como sua genética pode influenciar sua resposta à maconha podem considerar fazer um teste. Isso pode ser especialmente útil para quem experimenta efeitos adversos com o uso, ou quer otimizar sua experiência com a planta.

Onde posso obter um teste genético para a maconha?

Existem várias empresas que oferecem testes genéticos para a maconha. Esses testes podem ser adquiridos online ou em alguns dispensários no exterior. É importante escolher uma empresa confiável e discutir os resultados do teste com um profissional de saúde qualificado.

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