GIRLS IN GREEN

Quer saber como cultivar plantinhas saudáveis e mágicas? Aqui, juntamos alguns dos passos mais importantes para plantar e colher a sua própria cannabis. Vem aqui ver!

Cultivar qualquer tipo de planta do zero não é uma tarefa muito fácil, mas é sempre incrivelmente prazerosa. Com a cannabis, não é diferente: embora ela precise de vários cuidados e vá depender da sua atenção, garantimos que não existe sensação melhor do que ver essa plantinha crescendo e se desenvolvendo. E existem diferentes formas e passos importantes para quem toma a decisão de cultivá-la!

Aqui no site, a gente adora falar sobre esse processo incrível que é o auto cultivo. Mas acreditamos também que é uma decisão que deve ser bem pensada, levando em consideração todos os aspectos envolvidos, desde a legislação vigente no país onde você se encontra até a estrutura que você vai precisar.

Se você está cogitando começar essa aventura, está no lugar certo. Aqui, vamos contar para vocês tudo o que sabemos sobre o cultivo de cannabis – e tudo o que você deve levar em conta para que ele dê certo para você e seus buds. Vem com a gente!

Por quê cultivar?

Existem vários motivos incríveis para cultivar a sua própria cannabis, e alguns deles podem até ajudar você a guiar o seu próprio processo. Só para começar, já podemos citar que o auto cultivo é uma estratégia de Redução de Danos incrível. Ele permite que você saiba exatamente o que você está consumindo, além de não contribuir para o tráfico, que gera situações que colocam muitos em situação de vulnerabilidade.

Mas é preciso lembrar que o plantio também oferece riscos e pode gerar uma situação de vulnerabilidade, principalmente quando não é feito dentro das conformidades legais. Afinal, ainda vivemos em um país proibicionista! Por isso que, aqui no Brasil, é tão difícil pensar em cultivo outdoor – que não é tão discreto, facilita denúncias e ainda é predisposto a roubos.

Mão da Alice mostra uma muda de maconha enraizada
Autocultivo de maconha

E como se proteger?

Conheça bem a legislação e faça o máximo que você puder para se proteger. Quem quer cultivar para fazer remédios, como óleos e tinturas, para tratar alguma condição de saúde, pode pedir um Habeas Corpus preventivo e garantir o seu direito ao cultivo.

Se você foi atrás das leis e ainda ficou com dúvidas, pode conferir a nossa entrevista com as advogadas da Rede Reforma. Nela, você encontra explicações bem didáticas sobre as atuais condições e prerrogativas para o cultivo no Brasil!

Vai ser semente ou clone? Como escolher sua genética

Depois de tirar todas as suas dúvidas legais sobre o cultivo, é hora de decidir qual strain você deseja plantar. Basicamente, você precisa de três critérios para escolher:

  • Pesquisar quais strains têm os componentes que você precisa para o efeito desejado;

  • Saber qual é, realmente, o efeito que você procura;

  • Entender o que o seu espaço de cultivo possibilita (é indoor ou outdoor?).

Também precisamos lembrar que pode não ser tão fácil assim pra todo mundo encontrar uma grande variedade de sementes ou espécies para escolher. Se esse for o seu caso, não se preocupe: você pode plantar até mesmo a sementinha que encontrar no prensado – a famosa preenseed. Cuidando bem, ela dará ótimos resultados!

Indoor ou outdoor?

Essa escolha entre cultivo indoor ou outdoor é extremamente importante, pois vai guiar também todo o seu processo de cultivo. No Brasil, recomendamos bastante o cultivo indoor – principalmente por conta dos motivos que já citamos, bem relacionados ao proibicionismo. Mas, ao mesmo tempo que ele é mais seguro, controlado e discreto, também vai demandar uma estrutura maior: um espaço determinado especialmente para isso, com ventilação, controle de temperaturas e iluminação.

O cultivo outdoor é uma experiência incrível, ainda mais se você está em um país que permite essa iniciativa. Embora ele seja um pouco menos controlado, estando suscetível ao sol, às chuvas, à intempéries no geral e também à pragas.

Cada formato tem as suas vantagens e desvantagens. Então, se você quer mais ajuda para descobrir o ideal para você, pode conferir nosso texto completo sobre as diferenças entre indoor e outdoor.

Como escolher o solo ideal

Depois de descobrir o local de cultivo, é hora de pensar no meio de cultivo – ou seja, o solo ideal para a sua cannabis crescer bela, esbelta e saudável. Temos basicamente dois tipos principais de solo: o solo vivo e o solo inerte.

O solo vivo é aquele que encontramos no pátio da nossa casa, digamos assim. Ele já vem preparado pela mãe natureza, e conta também com organismos vivos que podem ajudar (ou atrapalhar) o seu cultivo. Dependendo da quantidade de matéria orgânica presente, ele pode ser perfeito para plantar. Já o solo inerte é um solo vazio: tudo o que a planta precisa deverá ser adicionado por você. Muita gente prefere esse tipo de solo por ser mais manipulável – mas você vai ser responsável por enchê-lo de nutrientes e matéria orgânica, que são a “comida” da sua plantinha.

E falando em nutrição…

Assim como você, as plantinhas também merecem uma dieta equilibrada! Precisamos pensar na água, macronutrientes (NPK), micronutrientes, pH e muito mais – tudo isso é essencial para garantir sucesso na hora de plantar cannabis. Mas onde encontrar esses nutrientes? Qual a melhor forma de colocá-los, e em qual quantidade? Não tema: a gente tem um post bem completinho sobre a melhor dieta para a sua cannabis.

Hora de germinar!

Depois de determinar o local e meio de cultivo, chega o momento de iniciar oficialmente a vida da sua plantinha. Se você escolher começar com sementes, e não clones, você precisará germiná-las! O processo é relativamente fácil, mas exige alguns cuidados importantes para que tudo dê certo.

Depois de escolher suas sementes, sejam elas regulares, feminizadas ou automáticas, você vai precisar de um copo de água, um papel toalha e um um pratinho para fazer a germinação. A gente recomenda também que você siga o calendário biodinâmico para fazer isso na data ideal!

Quando suas sementes se tornarem brotinhos, você deve colocá-las no solo escolhido. Enquanto elas são pequenas, é legal colocá-las em pequenos vasinhos separados ou bandejas especiais para cultivo. Elas devem ficar ali até criarem uma raiz mais forte e saudável!

Transplantando sua muda

Sua plantinha cresceu e já está mostrando pequenas folhinhas. Perfeito! Agora, é hora de entender se ela está pronta para o transplante – deixar seu recipiente inicial e ir para um com mais espaço. Para descobrir isso, basta um teste rápido:

  • Bata do lado do recipiente/vaso para soltar o solo/raízes das paredes. Vire lentamente e sinta com as mãos se a planta se solta em um quadrado recheado de raízes, ou se a terra começa se desintegrar. Caso ela segure a terra, é a hora certa! Caso a terra se solte, significa que ela ainda não tem raízes suficientes para ir para um espaço maior.

O ideal é fazer alguns transplantes ao longo da vida da sua plantinha, para que ela tenha sempre um espaço controlado para se desenvolver até passar por todas as etapas: vega, flora e colheita. Você pode aprender exatamente como fazer o transplante aqui nesse post!

Vista de baixo das raizes de uma planta de maconha
Raiz da cannabis

O fotoperíodo ideal para cada fase

Na natureza, um dos elementos mais importantes para o desenvolvimento das plantinhas é o Sol. Isso porque os raios de luz são absorvidos por elas e transformados em alimento – você sabe, aquele processo de fotossíntese que ouvimos muito falar na escola.

Por isso, seja num cultivo indoor ou outdoor, é importante controlar a quantidade de luz que a cannabis recebe em cada uma das suas fases de vida! Para conseguir isso em um grow indoor, é necessário ter uma boa estrutura e luzes especiais para as plantas. Já no outdoor, é importante plantar respeitando os ciclos da natureza.

Inclusive, é bem importante ficar atento às fases da plantinha. Ao longo do seu desenvolvimento, ela vai mostrar se é fêmea ou macho, caso você tenha usado sementes convencionais. Se é macho, joga fora – esse é o lema.

Poda, topping e desfolhação

Sua plantinha vai crescer e se desenvolver bastante até começar a gerar os tão desejados buds. Por isso, no meio do caminho, é importante que você faça podas e tire as folhas “ruins” de vez em quando. Os processos não são complicados, mas você precisa ter um cuidado especial com a fase que sua plantinha está – nada de podar na flora! A gente te ensina passo a passo por aqui.

Dando forma para a planta da cannabis: poda topping + amarras
Dando forma para a planta da cannabis: poda topping + amarras

Quando você escolher fazer a poda da sua plantinha, pode também aproveitar para tirar alguns clones. Áreas da planta onde a luz não pega muito bem, mas que ainda estão saudáveis, são ótimas para isso! Assim, sua plantinha só precisa gastar energia para se curar uma vez, e você dá cabo de todos os processos em um dia só.

Hora da colheita

Como saber se seus buds já estão maduros? Olha, não é uma ciência exata: cada cultivador prefere de um jeito, e a época de colheita pode depender também do que vai ser feito com a cannabis – se ela vai virar hash, por exemplo, ou se vai ser fumada. O que aponta a maturidade dos buds são os seus tricomas. Use uma lupa para observá-los:

  • Existem growers que preferem colher quando 80%  dos tricomas está em um branco mais leitoso e 20% transparente – e poucos tricomas âmbar. Essa é a galera do hash mais clarinho.

  • Enquanto pessoas que querem um hash com colorações mais escuras e também mais oleosos, a colheita é feita já quando existe uma porcentagem superior de tricomas âmbar (super maduros).

  • Enquanto isso, outros acreditam que o melhor é colher quando estão 70% em um branco leitoso e 30% na cor âmbar.

Quanto ao processo de colheita, você pode aprender as nossas dicas todinhas por aqui!

Colheita linda dos buds densos e grandes da Sunshine, da @sunboldtgrown

Como secar e curar seus buds

Achou que o processo do plantio terminava na colheita? Se enganou, parceria! Ainda tem mais um passo: a secagem e a cura das plantinhas colhidas. Depois da colheita, é necessário que seus buds fiquem em um ambiente controlado, escuro, seco e bem ventilado até que a secagem esteja completa – ou você pode acabar perdendo toda a colheita para o mofo.

secagem dos buds, pindurados em andares de ponta-cabeça
Secagem dos buds Fonte: Vesselifescience

Caso você note que a colheita foi ótima, você ainda pode selecionar alguns dos melhores buds para passar pela cura. A gente explica exatamente quanto tempo leva e como fazê-lo aqui nesse texto.

Seguindo todos esses passos com atenção e carinho, a gente garante que você conseguirá uma colheita maravilhosa! Caso surja alguma dúvida, é só consultar aqui no blog – todos os textos da nossa série de cultivo estão linkados aqui. Você também pode contar com a gente lá pelo Instagram @girlsingreen710 e acompanhar o cultivo legal da Alice, lá na Califórnia!

Até a próxima!

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Valnei Antônio jaguszeski
Valnei Antônio jaguszeski
5 meses atrás

Vlw pela explicação obrigado