GIRLS IN GREEN

É possível fazer concentrados de ótima qualidade em casa — mas, nos grandes laboratórios, os equipamentos mudam! Vem aqui conhecer os principais deles com a gente.

Se você nos acompanha por aqui faz tempo, deve saber que a gente adora um bom concentrado canábico — e que ensinamos como é fácil fazer o seu próprio haxixe em casa. Mas, enquanto os métodos artesanais podem ser perfeitos para quem estiver procurando fazê-lo em pequena escala para uso pessoal, a realidade muda dentro de grandes laboratórios. Com o avanço da tecnologia, foram criados diversos equipamentos para fazer haxixe em larga escala, e eles estão bastante presentes no mercado legal!

Atualmente, várias empresas estão projetando e fabricando equipamentos automatizados de extração e processamento que podem produzir concentrados canábicos incríveis e em grandes quantidades. A Fully Melted, por exemplo, conta com uma máquina desenvolvida pelos sócios e hash makers Flynn dos Reis e Sheldon que permite que uma só pessoa consiga lavar 45 kg de matéria por dia.

O desafio da larga escala é manter a qualidade. Por exemplo, é muito difícil escalar full melt! Entretanto, com um bom maquinário e uma configuração bacana, é possível equilibrar rendimento e qualidade, e obter resultados bem legais.

Aqui, a gente vai falar um pouquinho sobre as principais máquinas que já existem no mercado e que ajudam a produzir haxixe e extrações canábicas em larga escala. 

Vamos lá!

Máquinas para fabricar Ice Water Hash

Fonte: Twitter

Como você deve se lembrar, para fazer o haxixe com água e gelo (o famoso ice, ice water hash, gelo, bubble hash ou ice-o-lator), é necessário adicionar a matéria — que pode ser fresh frozen ou cannabis seca — em um recipiente cheio de água e gelo. A agitação mecânica faz com que as glândulas de tricomas congeladas se soltem da matéria vegetal e peguem uma “carona” com a água. Os tricomas são filtrados por bubble bags, que são bolsas de diferentes micragens; e depois são coletados, categorizados e secos. 

Para fazer todo esse processo, existem diferentes equipamentos! Isso porque algumas empresas podem escolher bater o haxixe à mão, método que dá mais controle, ou com máquinas específicas, que podem potencializar o rendimento. A seguir, a gente explica melhor!

Recipientes para lavar à mão

Muita gente usa baldes de plástico de cinco galões para bater haxixe à mão, mas existem opções mais profissionais! A PurePressure, por exemplo, desenvolveu recipientes específicos para bater ice water hash — eles são feitos de aço inoxidável e contam com opções de 20, 30, 44 e 65 galões. Seu material é mais resistente e fácil de limpar, além de isolar e ajudar melhor no controle de temperatura, o que é essencial para que o gelo não derreta tão rápido durante seu processo. Além disso, eles possuem mecanismos para simplificar a drenagem e o enchimento.

“Mas meninas, existem marcas grandes que lavam à mão?” 

Sim! A Papa’s Select, nossa parceira, é uma delas. Lavar à mão pode não ser considerada a forma mais eficiente se estivermos pensando apenas no rendimento. Entretanto, garantimos que esse processo faz muita diferença na qualidade, já que oferece mais controle das variáveis. Quando uma pessoa está batendo, ela pode alternar a força e o método de lavagem com mais facilidade, se adaptando às necessidades do material que está sendo lavado e evitando a contaminação por clorofila — que acontece se você acidentalmente “macera” a cannabis.

Máquinas de lavar bubble hash

Fonte: Reddit

Para aqueles que procuram opções para automatizar a produção, já existem diferentes marcas no mercado legal que oferecem essas soluções. As máquinas para lavar ice water hash são um investimento a se pensar para quem produz haxixe em escalas maiores e podem facilitar muito o trabalho. Mas é importante lembrar que o hash maker não poderá controlar tudo, pois o processo é mais automatizado! O ideal, portanto, é encontrar as configurações que funcionam bem para cada cepa e para a qualidade desejada.

Prós das máquinas de lavar

Elas são bem fáceis de usar. Depois de entender como a máquina funciona, é possível definir as melhores configurações para o tipo de resultado desejado.

As máquinas são muito eficientes. Elas podem fazer mais em menos tempo e com menos esforço, o que é ótimo para larga escala.

Movimentos mais precisos. As máquinas podem criar um vórtice perfeito que separa as cabeças dos tricomas do material vegetal com mais facilidade.

Opções de máquinas industriais

Algumas das marcas que conhecemos e que são bem interessantes para escala industrial são:

Fonte: Icextract

O Rosin Tech Hand Washer Pro, da Rosin Tech Products. Embora a marca faça menção ao rosin, essa máquina é incrível para fazer ice water hash em larga escala (que, depois, pode ou não virar um rosin bem gostosinho). Para produção em escala comercial, ela deve ser combinada ao Trichome Separator and Collection System da Rosin Tech, que inclui um tanque de 20 galões para separação de tricomas. Sua capacidade máxima é de 0,6 kg de matéria por ciclo.

Bruteless Commercial Hash Washing System, da PurePressure. Com um tanque de lavagem de 65 galões e dois vasos de drenagem de 44 galões, o sistema Bruteless pode processar até 15 kg de matéria em um ciclo. 

Para extração em uma escala ainda maior, uma boa opção são as máquinas da SÉRIE ICON V, da ICExtract Equipments. Existem quatro máquinas de lavar diferentes, com diferentes capacidades — mas todas 100% ajustáveis. Você pode definir o tempo, direção e velocidade, ou usar um dos 3 ciclos pré-programados. A maior delas possui capacidade de processar 50 kg (!!!!!) de matéria por ciclo. Sim, poderosíssima! 

Essas máquinas de lavar haxixe são baratas? Não! Os sistemas de extração e processamento de hash em nível comercial são caros, com preços que ficam na faixa de 10k a 20k em dólares. Mas esses sistemas são produtores pesados que se pagarão em um tempo relativamente curto, supondo que a demanda da empresa seja alta!

Para secar: freeze dryer

Fonte: Harvest Right

Agora, vamos falar um pouquinho sobre o freeze dryer. Essa máquina foi trazida da indústria de alimentos (que utiliza a técnica de liofilização para a preservação de alimentos)  para o universo canábico. Nela, ocorre a desidratação de produtos, como alimentos ou mesmo haxixe, através do congelamento sob vácuo, no qual o gelo formado é sublimado, ou seja, passa diretamente do estado sólido para o gasoso sem alterar a constituição dos tricomas. 

O processo ocorre em câmaras onde a temperatura aumenta e a pressão do ar diminui, o que permite que os microcristais de gelo evaporem sem romper as estruturas moleculares. Feito isso, as suas propriedades continuam intactas. Além disso, a liofilização acaba com a presença de fungos e aumenta a durabilidade do hash. O processo ocorre em baixas temperaturas, o que ajuda também na preservação dos terpenos — o que é um dos maiores motivos para a escolha dessa técnica! 

Mas não é só isso: seu funcionamento agiliza a secagem do bubble hash. Se você se lembra bem, a secagem roots é feita em grandes quartos, com controle de temperatura, umidade e ventilação. O freeze dryer elimina a necessidade de tudo isso, além de tornar o processo mais rápido e eficiente.

Uma das marcas mais utilizadas é a Harvest Right, que oferece freeze dryers comerciais em diferentes tamanhos e para diferentes finalidades. O modelo Pharma é uma boa opção: ele é especificamente pensado para liofilizar ervas, óleos, medicamentos e compostos farmacêuticos.

Prensas para fazer rosin

Fonte: labsociety

O processo de lavagem, como explicado acima, não é novidade e, mesmo com tecnologias como o uso de fresh frozen e freeze dryers, a metodologia não mudou. Mas um verdadeiro game changer nesse rolê foram as prensas para transformar o bubble hash de menor qualidade em rosin

Nas poucas ocasiões em que uma genética produz apenas o full melt mais cabuloso, a prensa de rosin fica de lado e o haxixe é vendido como está. No resto das vezes, a prensa de rosin pode salvar um concentrado que ficou bom — mas um pouco mais “sujo” do que o ideal. Isso porque prensar oferece uma dupla filtragem, que retira possíveis contaminantes e transforma o material em uma resina mais pura. Para fazer isso, existem diferentes opções:

Prensas de rosin manuais

Para as prensas, gostamos muito da marca PurePressure — que é inclusive usada pela Papa’s Select para fazer o live rosin incrível deles! 

A marca oferece quatro prensas de rosin com duas diferenças específicas. As duas primeiras prensas são operadas manualmente e funcionam sem conexões pneumáticas, bombas manuais ou compressores. 

A prensa manual 3 Ton Helix Rosin Press, com tecnologia Pressware e tela LCD sensível ao toque, é uma opção top de linha para produtores domésticos. A prensa é operada manualmente e permite prensar até seis gramas de flor ou dez gramas de hash por vez. 

Para aqueles que precisam de um pouco mais de potência, a 5 Ton Helix Pro conta com 60% mais pressão e força. Ela permite prensar até 12 gramas de flores ou mais de 20 gramas de haxixe por vez.

Prensas pneumáticas de resina

A Pikes Peak V2, da PurePressure, é a líder do setor e uma das mais usadas industrialmente no mercado legal. Ela conta com uma tecnologia inteligente Pressware que permite aos usuários definirem seus SOP’s (Procedimentos Operacionais Padrão), salvando e recriando as mesmas “receitas” de prensagem para qualquer pessoa usar. A máquina oferece cinco toneladas de força em suas placas de 10 polegadas, que prensam facilmente até 40 gramas de hash de uma só vez. 

Já o modelo Longs Peak conta com 60% mais força do que a prensa Pikes Peak V2, e pode dobrar a produção — prensando até 80 gramas de haxixe de uma só vez. 

E aí, deu para entender um pouquinho sobre as principais máquinas que circulam nos laboratórios de haxixe de larga escala? Elas não são baratas, mas acabam sendo um bom investimento para as marcas de haxixe que buscam um processo menos artesanal, mais focado na quantidade de produtos e em suprir uma alta demanda por concentrados. 

Ficou com alguma dúvida? Deixa ela aqui pra gente e não esquece de nos seguir lá no Instagram @girlsingreen710 para acompanhar as novidades da página.

Até a próxima!


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