GIRLS IN GREEN

Quando falamos sobre vaporizar ou fumar maconha, a diferença não está apenas nos apetrechos usados, mas na própria chapadeira! Vamos aprofundar esse debate?

A vaporização tem ficado cada vez mais pop, à medida que mais pessoas procuram uma forma de chapar mais alinhada à Redução de Danos. Mas ainda enfrentamos algumas barreiras quando o assunto é vaporização X combustão: a primeira é a falta de informação de qualidade para a galera que está interessada em aprender, e a segunda é a falta de regulamentação dos vaporizadores aqui no Brasil.

E a verdade é que, com o aumento do uso de vaporizadores, também já temos algumas pesquisas bem interessantes que comparam o seu uso aos becks comuns. Com isso, conseguimos fazer um comparativo mais completo e entender que as diferenças vão muito além do equipamento de escolha!

Quer entender de forma mais profunda e prática o que muda na sua vida ao trocar o baseado por um vaporizador de qualidade? Aqui, vamos fazer o comparativo definitivo entre a vaporização e a carburação, trazendo alguns estudos importantes para ilustrar o que cada processo traz — de bom e de ruim.

Bora saber mais!

Mulher usando o Vaporizador para consumo de concentrados da Puffco
Vaporizador para consumo de concentrados da Puffco  Fonte: Puffco

Combustão e vaporização: essencialmente distintas

Essencialmente, vaporização e combustão são coisas completamente diferentes: 

  • A combustão é a queima da erva ou do concentrado, que libera fumaça;
  • Já a vaporização é o aquecimento da cannabis sem queimar. Nesse caso, então, o calor libera os ingredientes ativos em um vapor e, como a combustão não ocorre, a fumaça não é criada.

Portanto, a primeira diferença que precisamos nos lembrar é que, enquanto o produto do seu beck é a fumaça, o produto do vaporizador é o vapor — ou seja, partículas de água com canabinoides. Só isso já conta muito!

Mas será que a vaporização reduz a ingestão de toxinas, como alcatrão, amônia e substâncias cancerígenas encontradas na fumaça? Embora ainda existam poucas pesquisas sobre a vaporização de maconha, estudos ao longo dos anos mostraram que a vaporização produz menos compostos com potencial cancerígeno.

Embora a fumaça da cannabis seja menos tóxica que a fumaça do tabaco, a inalação de qualquer produto da queima é menos do que desejável. Podemos lembrar, inclusive, que processos de combustão são um dos principais causadores da poluição da atmosfera. Qualquer tipo de fumaça contém gases, como o monóxido e o dióxido de carbono, e partículas que podem causar irritação pulmonar e problemas respiratórios. 

Mais de 100 toxinas e compostos são liberados quando a cannabis é queimada.

Os fumantes são mais propensos a infecções respiratórias e bronquite, mas o que causa isso não são os canabinoides, e sim a fumaça. Uma das primeiras pesquisas que comparou fumar com vaporização mostrou menos sintomas respiratórios negativos com o uso de vaporizadores.

Vaporizador para concentrados da Puffco
Vaporizador para concentrados da Puffco Fonte: Puffco

Quantidade e tempo de absorção de THC

Quanto à rapidez dos efeitos, tanto fumar quanto vaporizar causam reações quase imediatas no organismo. Através desses meios de utilização, a maconha atinge o pico dentro de 10 a 15 minutos. Mas, quando falamos em quantidade, a vaporização apresenta vantagem.

Um estudo realizado pelo California NORML e a Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos (MAPS) mostrou que os vaporizadores convertem aproximadamente 46% do THC disponível em vapor, enquanto a articulação média converte menos de 25% do THC em fumaça. 

Comparando o vapor de maconha com a fumaça, os pesquisadores descobriram que os vapores “consistem predominantemente em THC, o principal componente ativo da maconha, enquanto a fumaça queimada continha mais de 100 outros produtos químicos, incluindo vários hidrocarbonetos aromáticos polinucleares (PAHs), toxinas cancerígenas comuns em fumo de tabaco.”

Em outra análise de 2007 realizada por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, os pacientes classificaram a chapadeira do fumo e da vaporização. Segundo eles, não houve diferença entre os dois métodos por paciente. Ainda assim, uma maioria significativa dos usuários preferiram a vaporização à combustão, escolhendo a via de entrega com menos efeitos colaterais e maior eficiência.

Tanto usuários quanto pesquisadores concordam que a chapadeira propiciada pela vaporização é mais limpa e eficaz.

Curtindo o Vaporizador da Puffco, com uma mexirica na frente de um rio
Curtindo o Vaporizador da Puffco

Legenda:

Alt text: Curtindo o Vaporizador da Puffco, com uma mexerica na frente de um rio

Temperaturas e segurança

Outro ponto importante nessa análise é a temperatura! Afinal, ela faz diferença?

Esse estudo de 2009 foi um dos primeiros a analisar temperaturas variáveis ​​e vaporização. Ele mostrou não apenas menos subprodutos nocivos na vaporização em comparação à combustão, mas também mostrou que a temperatura é importante sim, mores!

Na análise, a maconha foi vaporizada em três temperaturas diferentes: 338 F (170°C), 392 F (200°C) e 446 F (230°C). A proporção de canabinoides para subproduto foi medida usando cromatografia líquida de alta performance (HPLC). Os cientistas concluíram que a proporção de canabinoides na vaporização a 392 F e 446 F foi significativamente maior do que na fumaça, mostrando também menos toxinas nocivas.

A maioria dos vaporizadores que não possuem um controle exato de temperatura aquece a cannabis a uma faixa logo abaixo da combustão, entre 180 a 200°C (356 a 392 F). A quantidade de compostos liberados aumenta à medida que seu ponto de ebulição se aproxima. Aqui, podemos ver a temperatura de vaporização e ideal para cada composto:

Portanto:

  • Se for para uso medicinal ou terapêutico, a temperatura vai depender muito do composto que você precisa. 
  • Já para uso adulto, ela varia de acordo com a preferência — mas a faixa mais segura fica por volta dos 170°C. 
  • No beck normal, a temperatura pode passar dos 800°C. Por isso que a fumaça é mais danosa nesse sentido.

E, por falar em segurança…

Lembramos que a substância utilizada também conta muito para a segurança do usuário! Tanto para vaporizadores quanto para baseados, a escolha de maconha e concentrados de qualidade são a melhor pedida. No entanto, quando o assunto é vaporização, a atenção deve ser redobrada com cartuchos pré-prontos — principalmente do mercado irregular. Existem muitas substâncias utilizadas neles, como diluentes, que podem provocar danos sérios ao sistema respiratório.

Mulher vaporizando com a Vision plus, o vaporizador portátil para concentrados da Puffco
Vision plus, o vaporizador portátil para concentrados da Puffco Fonte: Puffco

Métodos diferentes, vantagens e desvantagens diferentes

O vapor é menos danoso aos pulmões do que a fumaça. Muitos pacientes medicinais têm problemas respiratórios, e seus pulmões podem ficar altamente irritados pela fumaça. Assim, há mais alívio e vantagem na inalação do vapor.

Há menos monóxido de carbono e toxinas na vaporização. Em um estudo inicial com 18 participantes, cada usuário fumou ou vaporizou uma de três diferentes concentrações de THC (1,7, 3,4 e 6,8%). Depois, foram feitas medições de THC no sangue e monóxido de carbono no ar expirado. Embora os níveis sanguíneos não tenham sido tão diferentes, o monóxido de carbono expirado foi bem menor na vaporização.

Vaporizar também diminui o cheiro e aumenta o sabor. Uma pesquisa de 2014 com cerca de cem participantes que fumaram e vaporizaram resultou no relato de várias vantagens da vaporização sobre o fumo. Duas das principais foram a falta de cheiro de fumaça e melhor sabor do produto vaporizado! Eles também relataram que a mesma quantidade de produto de cannabis produziu mais efeito com a vaporização. Após o estudo, quase todos os usuários afirmaram que passariam a vaporizar seus produtos canábicos.

Vaporizadores são de uso mais simples e discreto. Outro estudo indica que os consumidores tendem a preferir a vaporização porque o vapor pode ser inalado em baforadas curtas, e não em respirações profundas. Além disso, eles apreciam a discrição da vaporização aos baseados comuns.

Muitos usuários que estão acostumados a fumar apontam desvantagens na vaporização. Alguns têm problemas com a: 

  • Configuração do vaporizador;
  • Preparação da maconha (que deve ser moída em uma consistência mais fininha);
  • Espera pelo tempo de aquecimento;
  • Limpeza após cada uso. 

Além de um processo um pouco mais complicado, muitos vaporizadores são muito caros para consumidores casuais (embora gerem economia em produto). 

Vamos simplificar?

Aqui, temos uma tabelinha mais ilustrativa para ajudar você a entender esses pontos:

E aí, conseguiu entender melhor as diferenças entre a vaporização e a combustão? Esperamos que esse conteúdo tenha solucionado algumas das suas dúvidas. Tanto aqui quanto no Instagram, muita gente pede por indicação de produtos — mas não nos sentimos 100% seguras para indicar esse tipo de produto aqui no Brasil, já que eles não são regulamentados. 

No mercado legal, nossa marca queridinha é a Puffco, que traz diferentes modelos de vaporizadores mais focados no uso de concentrados. Você pode conferir os produtos por aqui.

Até a próxima!

guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments