GIRLS IN GREEN

Somos mais fortes quando estamos unidas. Hoje, nesse dia de #8M, trazemos um apanhado de conteúdos, feito de mulheres para mulheres, para celebrar conquistas, inspirar nossas lutas e trazer força para seguirmos em frente.

O Dia Internacional da Mulher é uma data política, de luta pelos nossos direitos e de apoio mútuo. Desde que a data foi estabelecida, em 1975, tivemos alguns avanços, mas ainda temos que enfrentar o preconceito, a disparidade e diversas violências e abusos diários.

Em 2016, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no país. Na pandemia, o número de casos aumentou em 22%. Além de tudo isso, o Brasil é o lugar que mais encarcera mulheres por tráfico de substâncias – principalmente pretas e pobres.

Lutar pela legalização também é lutar por elas, e por nós. 

Mesmo em um cenário tão difícil, precisamos nos apoiar nas conquistas e usá-las para ampliar a rede de suporte. Dia 08 é um momento de reflexão, mas também de celebração pela força de todas nós.

Trouxemos neste post uma lista que serve para inspirar essa luta e mostrar o quanto somos símbolo de força, poder e amor. Vamos nessa?

mulheres e maconha

Pela liberdade de nossos corpos. Todos os corpos. 

Nosso corpo também é um objeto político. Quantas vezes somos resumidas a ele, e temos nossos direitos negados por conta de uma sociedade extremamente machista e patriarcal? Acreditamos que experimentar a sexualidade de uma maneira segura e saudável, o acesso ao aborto seguro e à educação sexual, e o respeito às nossas escolhas são fundamentais para termos pleno controle de nossos corpos.

Aqui no site, você pode conferir a entrevista que fizemos com várias mães sobre seus pensamentos e escolhas perante ao uso de cannabis durante a gravidez. Além disso, mostramos como a nossa plantinha favorita pode ser uma aliada do nosso organismo e da nossa sexualidade ao longo da nossa vida.

Pela liberdade de trabalhar com o que amamos

O trabalho e a independência financeira, nesse contexto capitalista em que vivemos, também são formas de ter liberdade. Afinal, quantas de nós não tivemos nossas vontades suprimidas e sofremos violências – seja em nossos próprios ambientes profissionais ou em nossas famílias por sermos dependentes?

O meio canábico nos mostra casos de diversas mulheres empoderadas, que usam o seu amor pela erva para ganhar o mundo. A Sunshine é um exemplo maravilhoso: ela tem uma fazenda canábica legal lá na Califórnia, e é quem dita as regras e compartilha conhecimentos no grow. Mercedes Ponce de Léon é outra figura incrível, que co-fundou a Expo Cannabis Uruguay e vem pavimentando o caminho da representatividade feminina no empreendedorismo canábico. Aqui, você pode ler na íntegra nossa entrevista com ela.

Mulheres e haxixe

Pela liberdade no universo da cannabis

Mulher plantando maconha? Mulher batendo haxixe? Mulher tendo mais conhecimento sobre a planta do que homem?

Sim, aqui tem tudo isso e muito mais, meu bem.

Desde o início, o Girls in Green sofre vários ataques desse tipo. Temos nossos conhecimentos questionados apenas por conta do nosso gênero, como se algo nos impossibilitasse, física ou mentalmente, de estudar, aprender e trabalhar tudo o que podemos sobre esse assunto.

O universo canábico ainda é um ambiente extremamente machista – e quem diria que essas pessoas “mente aberta” e a favor da legalização seriam assim, né?

Mas estamos longe de sermos as únicas, e temos uma lista de mulheres influentes no Brasil e no mundo. Além disso, existem diversas manas que ajudam a lutar ativamente pela regulamentação das drogas e pela quebra dos inúmeros estigmas. Aqui, a gente já conversou com as advogadas da Rede Reforma, que fazem ações pró-bono, consultorias e trabalham pela regulamentação das drogas e fim do encarceramento injusto proveniente da política de drogas atual.

No Documental CANNÁBICAS, você pode descobrir também a realidade de mais de 200 mulheres da cena, espalhadas em 30 países e cinco continentes. O doc tem a participação ilustríssima da Alice, e de diversas outras figuras femininas que explicam porque a revolução será feminista e proibicionista, ou não será!

(1) Documental CANNÁBICAS – Cannabicas Documentary – YouTube

Pela liberdade e democratização do cuidado

No Brasil, mesmo o acesso à cannabis medicinal ou terapêutica é um processo difícil, cheio de percalços e burocracias. A figura feminina da mãe, como cuidadora e muitas vezes provedora de tantas famílias, também sofre constantemente com essas imposições legais. Nossa luta é não apenas pela divisão mais igualitária dos cuidados, dentro e fora de casa, mas também pelo acesso democrático a tratamentos à base da planta.

Um dos nossos maiores exemplos nessa luta é Margarete Brito, fundadora da Apepi, que garante que diversos pacientes possam usufruir desse tratamento.

mulheres fumando chilum

Bônus: tutoriais interessantes para todas

Nessa luta, todos os passos são importantes – por menores que pareçam. É por isso que, aqui no Girls in Green, sempre falamos tanto sobre as realidades femininas em todo tipo de contexto. Nós, no nosso dia a dia, também temos que vencer as mais diversas batalhas internas e curar feridas que o machismo estrutural deixou, e deixa, constantemente.

  • Todos os nossos processos naturais são lindos. Uma ideia para repensá-los, para as mulheres que menstruam, é plantar a Lua – uma atividade que nos conecta ainda mais a nós mesmas e a nossos ciclos.

  • Experienciar nossa sexualidade de uma forma mais completa, livre de medos e de inseguranças, também é um direito nosso. Aqui, ensinamos a fazer um lubrificante canábico que pode ajudar – e muito – na ligação com essa energia sexual e vital que é tão importante para a gente.

  • Não, nós não estamos mais agressivas ou combativas por causa da nossa TPM! Mas, quando precisamos de um mimo nesses dias que nem sempre são fáceis, podemos contar com aquela receitinha gostosa de brisadeiro ou de brownie canábico para aliviar um pouco os pesos.

Também vale lembrarmos que a energia feminina vai muito além do nosso corpo. Mulheres trans merecem todo o nosso respeito e a nossa empatia nessa data. Todas nós temos diversos preconceitos a vencer, e a união nos torna ainda maiores na busca pelo direito a uma vida digna, completa e feliz sendo nós mesmas.

Por isso, repetimos: não queremos flores, queremos respeito.

Que esse dia 08 possa servir para conhecermos melhor nossas lutas, nos engajarmos e traçarmos um caminho melhor para todas as mulheres que ainda estão por vir.

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