GIRLS IN GREEN

Aprenda quais são as três principais diferenças entre o cultivo indoor ou cultivo outdoor e o que os growers devem levar em consideração na hora de escolher entre um e outro!

Para quem está pensando em começar a cultivar, uma das primeiras e mais essenciais perguntas a ser feita é: cultivo indoor ou outdoor? A partir da resposta, se inicia uma série de preparativos para dar o start no grow. Hoje, viemos trazer algumas das principais diferenças entre cada um dos tipos de cultivos para ajudá-las no que seria a melhor opção para vocês!

Para quem vai fazer o cultivo aqui no Brasil, uma das primeiras questões a ser levantada é a da segurança. É importante estar ciente de todas as leis relacionadas ao cultivo e também de olho nos movimentos políticos. Não podemos negar que, no momento político e histórico que vivemos no país, a opção mais segura é o cultivo indoor, já que no outdoor nossas plantinhas estarão expostas não só a polícia, mas ladrões, curiosos, vizinhos, animais e uma série de outros fatores.

Se deixarmos o contexto geográfico de lado por um momento, entramos  no princípio do debate, que é: no indoor, temos um ambiente sobre o nosso controle. Porém, ele depende de nós para tudo. Enquanto isso, no outdoor, a mãe natureza já está mais que acostumada a ciclos de produção e oferece uma série de ajudas naturais, além de possibilitar uma agricultura biodinâmica. Entretanto, dessa forma, também temos menos poder sobre nossas plantas. Separamos abaixo algumas das principais diferenças entre os tipos de cultivo, e esperamos que isso possa ajudar a tomar a melhor decisão possível!

Importante ressaltar: esse texto trará as principais diferenças entre os tipos de cultivo, suas dificuldades e particularidades. Não entraremos aqui no detalhe das diferenças que existem entre os buds resultantes de um cultivo in ou outdoor.

Ambiente Controlado vs. Mãe Natureza

Na hora de escolher para qual cultivo você está mais tendenciosa, é importante pensar que tipo de “mãe” você quer ser.

No cultivo outdoor, já existe a mãe de todos, a nossa mamis natureza, que está super acostumada a receber sementes em seu solo e iniciar o ciclo de produção de uma planta. Além disso, o ambiente se auto regula em vários aspectos. Um exemplo é o combate a pragas, feito por predadores naturais como a joaninha, formigas e outros. Além disso, um dos fatores que mais chama a atenção do cultivo outdoor é a força da luz solar. Não haverá nenhuma luz artificial que se equiparará ao spectrum do sol e seu poder de fazer crescer as plantas da cannabis.

Porém, no cultivo outdoor, um dos maiores fatores de influência é a quantidade e tempo de luz solar disponível, pois, na maioria dos lugares, estamos limitados a apenas um ciclo de cultivo ao ano. Isso porque a planta da cannabis tem dois ciclos: a vega e a flora. Na vega, sua planta precisará receber de 12 a 18 horas de luz solar por dia, enquanto na flora você não poderá passar de 12 horas de luz sem intervir na floração da planta. Basicamente, precisaremos seguir as estações do ano – no verão e na primavera temos mais tempo e mais força de luz do sol, ideal para a vega, enquanto no inverno e outono os dias são mais curtos e perfeitos para a flora.

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Em um ambiente controlado, por sua vez, teremos um grow limitado à potência da luz e à quantidade de espaço disponível. Porém, ele estará localizado em um local de sua preferência e com todos os fatores de risco dependentes de você. Fica mais fácil criar um ambiente estável quando é você quem controla as principais influências da sua produção! Nesse tipo de ciclo de produção, é possível ter de um a três ciclos por ano e escolher o nível de intensidade e potência de fatores como: luz, alimentação, produção de CO2, solo, umidade, entre outros. Importante também ressaltar que reproduzir a mãe natureza é um belo desafio, por vezes! O ambiente está tanto em seu controle que erros simples, como uma tomada com mal contato, podem arruinar sua colheita.

Custos

Quando entramos no quesito custos, e se tirarmos o fator roubo da equação, o cultivo outdoor sai bem mais em conta.

Isso porque, apesar de estarmos em um mundo muito louco, a luz solar ainda é pública e está disponível para todos, ou seja, um dos maiores custos você não terá. Isso não significa, de forma alguma, que você não terá gastos. Para ambos os tipos de cultivo, existe uma despesa inicial de sementes e solo (não são todos que conseguiram germinar uma semente), e, a longo prazo, de água (ou pelo menos o tratamento dela) e nutrientes (independente de ser orgânico ou não).

Porém, no cultivo indoor, os custos se somarão a longo prazo, pois será necessário pagar pela conta de luz. Quanto mais luz, mais bud – mas mais cara a conta fica. E existe a necessidade de uma estrutura que garanta a ventilação e que proteja sua planta da entrada de luz natural no período que ela estiver desligada na flora. Mas é também no cultivo indoor que fica possível aumentar o número de ciclos e também a produção de buds, então poderia se pensar em compensar os gastos com a quantidade de buds produzida. Mesmo assim, não é possível garantir que sairá mais barato que o outdoor.

Qualidade do Bud

Nesse quesito, existe uma questão de opinião que nós não adentraremos. Se tirarmos esse fator, podemos dizer que no cultivo indoor é mais fácil e mais garantido o controle de qualidade do bud. Nesse tipo de ambiente, será possível a produção dos buds de mais alta qualidade, com diversas variáveis de strain possíveis, e com níveis de THC mais altos, pois a planta não estará sujeita a fatores externos. É possível, nesse tipo de ambiente, recriar cenários não naturais, como por exemplo uma quantidade de CO2 que jamais seria possível na natureza e que aumentará em muito a potência da planta. Até a forma de rega, que será sempre controlada para não danificar as folhas e cristais das flores.

Já no cultivo outdoor, esses mesmos fatores, como chuva, vento, insetos e outros, são fora do controle de quem está produzindo, e podem ser o motivo para uma colheita antecipada ou um clima tão ruim que arruíne as plantas. Os buds do outdoor muitas vezes não serão tão lindos ou tão potentes quanto os de um cultivo indoor. Porém, existe uma parte grande da comunidade canábica que reconhece o poder de um bom solo, combinado com o clima ideal e a strain correta – juntos, eles produzem buds com cheiros e efeitos surreais.

Conclusão

Existe um melhor tipo de cultivo? Não, depende de qual será seu nível de dedicação, tempo disponível para o grow, espaço que possui, investimento, nível de segurança e o tamanho do risco que você quer tomar.

No outdoor, você terá menos trabalho e despesas, porém corre riscos de furto e denúncia muito maiores. Enquanto isso, no indoor, mesmo mais seguro e com menor possibilidade de furto, não existe escapatória se te pegarem com planta em casa (mas seu bud será dos mais lindos e cheio de cristais).

Fica aqui a critério de cada uma de vocês! Nos próximos posts, vamos introduzir mais detalhes das variáveis de cada um dos tipos de cultivo. Gostaríamos de ressaltar mais dois pontos que não vamos conseguir nos aprofundar no momento: a possibilidade de cultivo em estufas (um mix entre in e outdoor) e o impacto ambiental do cultivo indoor e outras alternativas mais conscientes.

Quer saber mais sobre esse assunto? Fique ligado nos próximos textos da série sobre cultivo!

FONTES:

https://www.leafly.com/news/growing/indoor-vs-outdoor-cannabis-growing-3-key-differences

https://www.growweedeasy.com/indoors-vs-outdoors

https://thestash.wikileaf.com/difference-indoor-outdoor-grow/

https://www.grownrogue.com/growing-cannabis-indoors-outdoors-greenhouse/

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