GIRLS IN GREEN

Moléculas iguais, classes sociais diferentes. Venha entender de onde vem o crack e a cocaína, como eles agem e os estigmas que seguem essas substâncias tão controversas.

Hoje, viemos falar sobre um assunto altamente estigmatizado por alguns na nossa sociedade: o uso e origem dos estimulantes crack e cocaína. Para começar, precisamos pedir que se deixem de lado os preconceitos e alarmes midiáticos construídos a partir das substâncias, seus usuários e usuárias sob a ótica da Guerra às Drogas. Afinal, nós, como mulheres feministas e antiproibicionistas, temos a missão e o dever de falar abertamente sobre todas as drogas – e também sobre as estratégias de Redução de Danos que se encaixam em cada tipo de uso.

Falando em Redução de Danos, o uso de cocaína injetável é a razão pela qual essa política emergiu aqui no Brasil. Na década de 80, em Santos (SP), o médico Fábio Mesquita foi o precursor da distribuição de seringas e materiais não-contaminados a usuários de cocaína por via intravenosa. Essa ação começou após a organização dos próprios usuários, que reivindicavam pelos seus direitos no sistema de saúde durante a crise de transmissão de AIDS na época. Por isso, acima de tudo, sabemos que todas as substâncias devem (e merecem) ser estudadas, já que todas elas nos trouxeram até aqui, na situação atual na qual nos encontramos.

Também precisamos falar sobre algo muito importante: no crack e na cocaína, a molécula é igual, o que muda é a classe social do usuário. Quem trata muito disso é o doutor Carl Hart, primeiro professor titular de neurociência negro da Universidade Columbia. O escritor do livro “Um Preço Muito Alto” ainda afirma que as drogas não são responsáveis pela violência urbana: têm apenas o papel de “bode expiatório” de governos que não se comprometem com políticas sociais para combater a desigualdade social e garantir acessos e oportunidades a seus cidadãos mais carentes. Para ele, “o crack é o menor dos problemas na cracolândia (termo abominado por ele, aliás, por estigmatizar determinado grupo de pessoas)”.

Essa é a Guerra às Drogas – que oferece tratamentos bem diferentes de acordo com o CEP dos sujeitos, aprisionando a população preta e pobre, sem se importar com o que acontece no bairro de burguês.

Então, viemos trazer um apanhado de informações sobre essas substâncias, seus efeitos, como são feitas, quais suas diferenças e seus usos, além das estratégias de Redução de Danos vinculadas a elas. Nosso papel aqui é, como sempre, fazer uma apologia ao cuidado não às drogas, mas aos cuidados que devemos tomar caso haja uma decisão consciente de utilizá-las. Esse também é o nosso último texto da série “Cannabis e outras drogas” – então, vamos entender como elas se relacionam entre si!

Vamos lá?

fonte: cocaineAddiction

O que é cocaína

A cocaína é uma molécula presente nas folhas do arbusto de coca (Erythroxylum coca), planta nativa dos Andes. A pasta-base é um intermediário do processo de extração e purificação da droga. Dela, é possível refinar produtos em pó (cloridrato de cocaína), sólidos (crack) ou pastosos (merla).

A cocaína é um estimulante poderoso do sistema nervoso central; logo, deixa as pessoas:

  • Ativas

  • Sem sono

  • Falantes

  • Eufóricas

  • Sem apetite

Quem usa, também costuma sentir prazer, mais autoconfiança, agressividade e desejo sexual. Mas algumas pessoas também ficam paranoicas: a pressão sanguínea aumenta e a temperatura corporal sobe, o batimento cardíaco e a respiração aceleram. Quando os efeitos passam, vem a “rebordosa” – o usuário se torna apático, deprimido e cansado. No caso do crack e da merla, todos os efeitos, tanto físicos quanto psíquicos, são ainda mais acentuados.

Em pós, ela é usada cheirada ou diluída para aplicação intravenosa. Na forma de crack e merla, são fumadas. Ao cheirar o pós, os efeitos podem aparecer em cerca de cinco minutos; injetada, o tempo cai para poucos segundos. Em ambos os casos, eles duram de 30 a 60 minutos. Ao fumar, seu efeito é sentido em cerca de dez segundos, e duram aproximadamente cinco minutos.

Mas é preciso ter cuidado com seus riscos imediatos: altas dosagens podem causar hipertermia, convulsões, derrames, paradas cardiorrespiratórias e overdose, além de infecções, no caso de uso intravenoso. Inclusive, como já falamos, foi por causa dela que surgiu a Redução de Danos no Brasil – para distribuir seringas novas e evitar a contaminação de usuários e usuárias com a AIDS.

Além disso, o risco de uma relação problemática com essas substâncias é extremamente alto, especialmente quando usadas no meio intravenoso ou fumadas. Quando a tolerância é desenvolvida, o usuário precisa de quantidades cada vez maiores para satisfazer o corpo. Ao interromper o uso crônico, muitos apresentam uma síndrome de abstinência forte, marcada por insônia, depressão, comportamento irritado e agressivo, além de uma grande vontade de usar a droga.

fonte: Istock

Como a cocaína é feita

A química por trás da extração da cocaína é muito parecida com o que já vimos sobre as extrações canábicas com solventes – até porque, assim como a cannabis, suas moléculas são lipossolúveis, e não solúveis em água.

  • Primeiro, os produtores colocam folhas secas e trituradas de coca em uma espécie de piscina de plástico. Depois, adicionam ingredientes para tirar qualquer acidez da mistura, mexem tudo com os pés e depois adicionam um solvente oleoso, como querosene. Aos poucos, a cocaína (COC°) migra das folhas para o óleo. Então, essa mistura é filtrada para retirar os restos das folhas.

  • Depois, é adicionado o ácido sulfúrico (sim, você leu certo!) ao solvente com cocaína diluída. As moléculas mudam de forma para (COC+) e se concentram no pequeno volume de água adicionado com o ácido. O solvente será reaproveitado, e a fase aquosa é separada e tratada com permanganato de potássio, para retirar as impurezas. O líquido resultante, com a cocaína, é a água rica.

  • Por fim, a amônia é adicionada para neutralizar a acidez da água rica, e a molécula volta a ser COC°, insolúvel em água. Como o recipiente só tem água, as moléculas da substância descem ao fundo. Essa massa é a pasta-base, um extrato com 50 a 70% de cocaína. Ela é consumida assim, ou refinada para ser vendida em pó (cocaína) ou em pedras (crack).

    Gordon Ramsey fazendo cocaína
    fonte: TheGuardian

Então não há diferença entre crack e cocaína?

Ah, tem diferença sim!

Primeiro, existem as diferenças entre os processos.

  • Para fazer a cocaína, a pasta-base é diluída em acetona e misturada com uma solução de éter e ácido clorídrico. O resultado é um “sal” branco, o cloridrato de cocaína (COC+), insolúvel em acetona, que se acumula ao fundo do pote. Filtrado e seco, se torna o que conhecemos como cocaína, ou pó.

  • Já para fazer o crack, a pasta-se é misturada com água e soda cáustica. Quando a mistura é aquecida, forma-se uma camada de água e pasta-base liquefeita. Quando ela esfria, a cocaína líquida volta ao estado sólido e é repartida em pequenas pedras de crack.

Além delas, temos as diferenças entre intensidade e efeitos. Embora sejam parecidos, os efeitos fumar crack são muito mais fortes do que o de cheirar cocaína. Isso porque qualquer droga faz um efeito mais rápido vindo pelo pulmão do que pelo nariz. Depois, porque a molécula neutra do crack (COC°) entra mais facilmente no cérebro. A euforia chega e se vai de uma vez, o que deixa o usuário na fissura por outra dose. Um estudo de 2004 identificou sintomas de dependência em cinco a 12% dos usuários de cocaína. Entre os usuários de crack, esses sintomas foram de duas a três vezes mais comuns.

Seus usos ancestrais, rituais e em outros contextos

Enquanto a cocaína refinada que conhecemos pode ser considerada uma droga moderna, o uso da coca começou milênios atrás na América do Sul, quando os povos pré-colombianos ainda habitavam o continente. A evidência mais antiga dessa utilização (principalmente do ato de mastigar as folhas da coca) data de aproximadamente três mil anos A.C. Inclusive, traços da folha foram encontrados em diversos túmulos no Peru, e múmias encontradas no norte do Chile foram testadas e tinham traços da cocaína em seus fios de cabelos. É estimado que essas múmias tenham vivido há cerca de 4 mil anos atrás.

Não existem muitas descrições dos possíveis rituais ancestrais utilizando a coca, mas eles eram muitos:

  • Em oráculos e oferendas;

  • Como formas de integração social;

  • Curas xamânicas;

  • Iniciações e rituais tribais.

Além disso, de acordo com pesquisadores, as civilizações andinas não teriam como prosperar sem a coca: ela era um remédio, um afrodisíaco e até uma moeda de troca que fazia sua economia girar. O resto do mundo só a conheceu depois que os espanhóis foram se instalar na América do Sul para suprimir as culturas nativas locais. Como eles não compreendiam seus usos ritualísticos e mágicos, a coca foi proibida entre os anos 1560 e 1569. No século XVII, durante a inquisição espanhola, a planta foi ligada à prática de bruxaria, mas os povos indígenas sempre perseveraram na veneração à planta, negando as imposições da Igreja Católica.

Em 1565, o físico espanhol Nicolás Monardes escreveu que os indígenas mastigavam folhas de coca com tabaco. Ele levou a primeira planta de coca para a Europa, em 1569. Mas apenas em 1855 que o químico alemão Friedrich Gaedecke conseguiu o extrato das folhas de coca, o erythroxylene. Quatro anos mais tarde, em 1859, o químico alemão Albert Niemann conseguiu isolar, entre os seus numerosos alcaloides, o extrato de cocaína, representando 80% deles. Os demais alcaloides compreendem:

  • Nicotina

  • Cafeína

  • Morfina

  • Tiamina

  • Riboflavina

  • E ácido ascórbico

Aproximadamente 100 gramas de folhas podem suprir as necessidades diárias dessas vitaminas. Somente em 1898, foi descoberta a fórmula exata de sua estrutura química. Em 1902, Willstatt (que recebeu um prêmio Nobel) produziu cocaína sintética em laboratório – sob a forma de cloridrato de cocaína, como é feita até hoje.

fonte: Timetoast

Seus usos a partir da ciência

No início, ela foi considerada um remédio milagroso, e os americanos começaram a prescrevê-la para enfermidades particularmente difíceis de tratar. Tentaram empregar a cocaína no tratamento como um antídoto radical da morfina. Freud contribuiu de maneira decisiva para a divulgação da nova droga, quando, em 1884, publicou um livro chamado “Uber coca” (sobre a cocaína), no qual defendeu seu uso terapêutico como “estimulante, afrodisíaco, anestésico local, assim como indicado no tratamento de asma, doenças consuptivas, desordens digestivas, exaustão nervosa, histeria, sífilis e mesmo o mal-estar relacionado a altitudes”.

O próprio Freud utilizava cocaína em doses de 200 mg por dia. Ele recomendava doses orais da substância entre 50 e 100 mg como estimulante e euforizante em estados depressivos. Freud utilizou cocaína para tratar um amigo, o médico Ernest von Fleischl Marxow, que havia se tornado dependente de morfina, prescrita para um quadro de dor intensa, por ter amputado a perna. O resultado foi um quadro de dependência dupla. Ernest von Fleischl Marxow desenvolveu delírios paranóides e alucinações de formigamento, tornando-se intratável. Freud também tratou o amigo Karl Koller, que recebeu o apelido de Coca-Koller devido à dependência desenvolvida com esse fármaco.

Após quatro anos de sua publicação original, Freud voltou atrás, rendendo-se às evidências de que a “droga milagrosa” tinha uma série de inconvenientes, começando pelo seu potencial de criar dependência. Em 1892, Freud publicou uma continuação de “Uber coca”, modificando seu ponto de vista, originalmente favorável à cocaína. Não obstante, alguns autores, como Bucher (1992), defendem a tese de a cocaína ter contribuído indiretamente para que Freud realizasse a descoberta dos processos inconscientes, permitindo a criação da psicanálise. Dessa forma, Freud teria resgatado sua dívida com a humanidade, oferecendo um novo e poderoso instrumento para a autocompreensão sem toxicidade, embora não tão inofensivo para o “sono tranquilo”, baseado na ignorância sobre o próprio respeito da sociedade.

Em 1884, Karl Koller também descobriu que o olho humano tornava-se insensível à dor com o uso de cocaína, representando o primeiro passo para a anestesia local. Wiliam Halsted, que seria conhecido como um dos pais da cirurgia moderna e um dos fundadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, também pesquisou a cocaína por volta de 1880. Na tentativa de estabelecer o uso da droga como anestésico local, não ficando restrito à oftalmologia, Halsted passou a administrar cocaína em si mesmo e em outros. Ele e seus colegas obtiveram sucesso no bloqueio da dor, iniciando a era das cirurgias oculares, entre outras, mas o preço desse achado foi uma intensa dependência e, consequentemente, a deterioração profissional. Acreditando (incorretamente) que a morfina e a cocaína pudessem substituir uma à outra, Halsted utilizou morfina para tratar sua dependência de cocaína, tornando-se, também, dependente de morfina até o final de sua vida.

CURIOSIDADE: em 1886, John Styth Pemberton criou uma bebida sem álcool, para estar de acordo com os princípios religiosos da sociedade americana do século XIX, mas com cocaína (60 mg por garrafa, de aproximadamente 240 ml) e com extrato de noz de cola, que era usado como tônico para o cérebro e os nervos. Assim nasceu a Coca-Cola. Atualmente, a cocaína foi substituída por cafeína, sendo o alcaloide retirado da fórmula em 1906, ainda que folhas de coca “descocainizadas” continuem sendo empregadas no seu preparo. Loucura, não? E a gente pensando que só tinha que se cuidar com a quantidade ridiculamente alta de açúcar na fórmula.

Até 1885, as folhas da coca eram levadas da América do Sul para outros países, onde eram transformadas em produtos, mas perdia-se muito da concentração de cocaína nas longas viagens. Em 1885, um químico, trabalhando para a indústria farmacêutica Parke Davis, revolucionou a produção ao descobrir uma maneira de produzir cocaína semi-refinada nos próprios países onde estavam instaladas as fábricas. Viagens e armazenamento das folhas de coca foram simplificados, os preços caíram, e o consumo de cocaína semi-refinada aumentou substancialmente.

Dessa forma, houve uma rápida explosão de fábricas de medicações utilizando a cocaína em diversos produtos. Sem leis e regulamentos próprios, a cocaína passou a ser presente em farmácias, mercearias e bares. Uma única fábrica, em 1885, oferecia cocaína em 15 diferentes formas, incluindo cigarros, charutos, inalantes, cristais, licores e soluções. Não é de espantar que episódios de toxicidade, tolerância, dependência e, até mesmo, morte pelo uso de tais produtos passassem a ser relatados em revistas médicas no início dos anos 20. Os problemas tornaram-se ainda mais frequentes e graves quando, na mesma época, surgiram comercialmente seringas hipodérmicas.

Além de tudo isso, a cocaína surgiu na cultura ocidental desde o século passado, deixando rastros na literatura, na arte e nas diversas condutas da moda. Ressalta-se uma afinidade curiosa da cocaína com o romance policial do autor inglês Stevenson. O romancista teria escrito “Dr. Jekyll e Mr. Hyde” sob efeito da droga, sendo que os dois protagonistas representam com exatidão o fenômeno de dissociação de personalidade em dependentes da substância. Sir Arthur Conan Doyle, autor do personagem Sherlock Holmes, era um notório consumidor de cocaína. Em diversos momentos, ele colocava o personagem envolvido em problemas decorrentes da droga. Um desses episódios de ficção tratava de um encontro de Sherlock Holmes com Freud para tratar sua dependência.

fonte: pinterest

Como ocorre sua interação com outras drogas?

Como sempre falamos durante os textos da série, um dos maiores riscos do uso de substâncias pode estar associado à mistura feita com outras drogas. A combinação de cocaína e álcool, por exemplo, pode ser desastrosa: o combo se torna o cocaetileno, que pode causar mortes súbitas, por ser mais tóxico para o fígado.

Outras misturas, com estimulantes e/ou remédios para a gripe ou pressão, podem ser fatais. A mistura acelera demais os batimentos cardíacos. Como já mostramos também no nosso texto sobre maconha e outras drogas, a sua mistura com a cocaína também é mostrada como perigosa, de acordo com a tabela abaixo da Escola Livre de Redução de Danos, muito compartilhada em redes sociais na época do Carnaval com a Ação Fique Suave no Carnaval.

Dicas de Redução de Danos

Além de não utilizar as misturas que já mencionamos acima, você pode:

  • Usar canudos limpos: notas de dinheiro são sujas e devem ser evitadas, pois aumentam os riscos de infecções mais sérias causadas por feridas na parte interna do nariz. Os canudos não devem ser compartilhados, já que o muco nasal carrega vírus e bactérias – até mesmo da hepatite.

  • Se prevenir e informar: o crack é uma das drogas com maior potencial de dependência, e por isso poucos usuários conseguem manter uma relação não-problemática com ela.

  • Proteger os lábios: ainda no caso do crack, os redutores de danos distribuem normalmente protetores labiais para diminuir as feridas no local, causadas pelas altas temperaturas e queimaduras decorrentes. O uso não-compartilhado de canudos de silicone (como piteiras) evita a transmissão de doenças pela saliva ou pelo sangue, e os cachimbos também não devem ser compartilhados.

  • Seringas e agulhas: importante deixar claro que nunca achamos segura a administração de drogas intravenosas. Entretanto, caso o uso aconteça, não compartilhe seringas.

  • Overdose: em caso de mal-estar deve-se procurar um pronto-socorro ou hospital e comunicar à equipe tudo o que foi consumido. O paciente e seu acompanhante sempre estarão protegidos pelo sigilo médico.

  • Segurança: use a cocaína em ambientes conhecidos e com pessoas de sua confiança. Por aumentar a agressividade, ela pode ser responsável por alguns acidentes ou mesmo brigas. Peça para seus amigos ficarem de olho!

    E aí, gostou de saber mais sobre essa substância, que vem de uma das plantas mais importantes para o desenvolvimento da América do Sul? Conte para nós aqui nos comentários. Vamos adorar saber a sua opinião sobre esse tema.
    E até mais – logo voltamos com mais Redução de Danos e informação aqui!alerta.jpeg

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Abness
Abness
1 ano atrás

Cocaína nunca trás lembrança nem coisas boas pra mim! Se tem um conselho que eu poderia dar para as pessoas que nunca usaram é NÃO CHEGUE NEM PERTO!
Infelizmente o estrago é grande!

nahscoxas@gmail.com
1 ano atrás

Incrível como quanto mais nos informamos sobre as drogas em si, mais temos certeza do negacionismo capitalista que prevalece no sistema. Ótimo texto e muito obrigada!

pilelis33@gmail.com
1 ano atrás

Ótimo texto!! Informação é sempre culturalmente relevante. Adiante, girls!

Nah
Nah
1 ano atrás

Incrível como quanto mais nos informamos sobre as drogas em si, mais temos certeza do negacionismo capitalista que prevalece no sistema. Ótimo texto e muito obrigada!

Pedro Lelis Leal
Pedro Lelis Leal
1 ano atrás

Ótimo texto!! Informação é sempre culturalmente relevante. Adiante, girls!