GIRLS IN GREEN

Das mais básicas às diferentonas, com misturas ou puro: aqui, você descobre como fazer o consumo de haxixe e concentrados e aproveitar seu máximo – com preciosas dicas de Redução de Danos para sua segurança. Vem descobrir!

Seja para quem está começando a se aventurar no maravilhoso mundo do haxixe e dos concentrados ou para quem já é fã de carteirinha como a gente: é sempre bom descobrir novas formas de usar haxixe, ou até relembrar aqueles jeitinhos que a gente achava que tinha esquecido. Em alguns países, é até mais comum o uso de hash do que de flor. Aqui no Brasil, a gente sabe que pode ser difícil – e caro – encontrar uma extração de qualidade. Por isso, muita gente usa elas em misturas, com flores.

Mas, acima de tudo, é importante ler mais sobre esses métodos e descobrir qual deles mais se encaixa no seu tipo de uso, e entender como reduzir danos em todos eles.

O haxixe é o resultado da extração de cabeças de tricomas da cannabis, e pode aparecer em muitos formatos: bubble hash (ou ice, water hash, ice-o-lator), rosin, charas, dry sift… Por concentrarem justamente as partes onde ficam os terpenos e canabinoides, eles podem chegar a concentrações altíssimas de THC – o que deve ser levado em conta na hora do uso. Vá com calma, respeite seu corpo, e aproveite a viagem.

Agora, vamos ao que interessa? Conheça (ou relembre) aqui diferentes jeitos de usar seu hash, seja vaporizando, carburando, puro, com flor, tabaco ou outras ervas.

# pedaços de Haxixe ice
Haxixe ice

Para fumar na seda

Um dos jeitos mais comuns de usar o hash é colocando um pouquinho dele no beck, misturando com alguma erva que ajude a carburar. Assim, você pode usar qualquer tipo de hash, em qualquer consistência. O segredo para a carburação perfeita é a proporção do haxixe para a erva, que varia dependendo da qualidade da substância que você tem disponível.

Bolar um baseado desses é uma arte, um ritual, e existem várias formas de fazer isso: isqueirando o hash, misturando com a erva e picotando com uma tesoura, quebrando em pequenos pequenos em uma cuia ou até mesmo fazendo uma cobrinha para colocar em volta do baseado. Não existe certo e errado para poder bolar um beck lindo, a/o artista ou a/o pasteleira/o será você!  

A dica é: quanto mais matéria vegetal no hash mais fácil ele queima e menos ervas para misturar são necessárias. Quanto mais melequento, mais difícil de carburar, então precisaremos de ervinhas para misturar! E ah, para saber como verificar a qualidade do seu hash é só clicar aqui. 

Nesse caso, você pode aplicar as mesmas formas de Redução de Danos que um beck normal já requer: piteira longa, filtro e seda de qualidade. Também é importante que, se você costuma usar o tabaco para fumar hash, você conheça as estratégias de RD aliadas a ele.

Vista de cima com Alice segurando um Baseado com piteira de vidro, num fundo de folhas de outono no chão
Baseado com piteira de vidro

Você vai precisar de:

  • Como falamos ali em cima, piteira longa, filtro e seda da sua escolha;

  • Flor ou alguma outra erva;

  • Seu hash de escolha.

Como usar:

  1. Faça sua mistura: O primeiro passo é construir uma mistura para o seu baseado, com o hash junto de sua erva de escolha. Caso escolha tabaco, lembre-se de colocar o mínimo possível apenas para carburar e manter o gosto do seu haxixe

  2. Coloque sua mistura na seda: Com a sua mistura pronta, basta transferi-la para o papel. E lembre-se: uma seda de qualidade e piteira longa fazem parte do ritual de Redução de Danos para qualquer tipo de baseado. Depois de adicionar tudo isso, é hora do shiatsu!

  3. Lamba a cola da seda e tá prontinho: Tá na dúvida do que é o shiatsu? Uma gíria que caracteriza a hora de fechar o beck de hash – seja leve na hora da massagem, ou seu beck ficará muito compactado e vai ser difícil de carburar. Depois de fechar e adicionar sua extração, é só botar fogo na Babilônia. Se é a sua primeira vez usando, vá aos pouquinhos, em tragadas mais espaçadas, para sentir como seu corpo reage. Autoconhecimento é tudo, né?

Em pipes, bongs ou chillum

Fumar nos pipes ou no bong é uma das formas mais rápidas e práticas de consumir seu hash! Você não vai precisar gastar tanto tempo no ritual e pode ir direto para aproveitar sua extração. A qualidade do hash disponível é que vai indicar se você vai precisar de outras ervas para misturar ou não.

Existem dois tipos de pipes: um que você esquenta diretamente o hash e outro em que você esquenta uma superfície de vidro e encosta no hash. No primeiro caso, você pode precisar de um tipo de “redinha” de metal para segurar seu material. Alguns já vêm equipados com essa tela, mas, caso o seu não tenha, dê uma procurada nas headshops mais próximas.

Para o chillum, você vai precisar misturar o haxixe, mais tipicamente charas, com flor ou tabaco!

Você vai precisar de:

  • Seu pipe, bong ou chillum

  • Um pouquinho de flor ou erva de preferência;

  • Seu hash escolhido.

Como usar:

1. Faça o seu mix de ervas e haxixe: Além de não perder tanto material, eles ajudam seu hash a queimar mais fácil.

2. Adicione a mistura no compartimento de carburar, ou coloque o hash diretamente na redinha, nos casos de pipes ou bongs equipados com elas.

3. Fogo na brasa! Se você tiver problemas com a queima do hash, tente usar um maçarico ao invés de isqueiro.

Preparação para fumar haxixe no chillum, mão segurando um chillum repleto, potinho ao lado contendo haxixe e motivos indianos como decoração
Preparação para fumar haxixe no chillum

Em vaporizadores ou dab rigs

Os vaporizadores e dab rigs são perfeitos para usar os concentrados com baixa contaminação de matéria vegetal. Nós adoramos os famosos hash rosin, hash (full melt) e rosin, e viemos lembrar que um dabzinho é só um pouquinho (como um grão de arroz), afinal, a concentração de canabinoides nessas amostras pode ser altíssima.

A vaporização mudou o jogo no consumo terapêutico/medicinal, quando tornou-se possível vaporizar maconha em temperaturas controladas. Existem algumas estratégias e parafernálias canábicas que permitem que você controle exatamente a temperatura que deseja vaporizar para aproveitar todos os canabinoides e terpenos da sua extração. Geralmente, o ideal é manter entre 350 e 500 F, entre 170 e 230°C.

Você vai precisar de:

  • Vaporizador com capacidade para concentrados ou dab rig;

  • E-nail ou blowtorch, no caso dos dab rigs.

  • Seu hash de escolha.

Como usar:

No vaporizador

Se o seu vaporizador acomoda concentrados, basta colocá-lo, selecionar a temperatura desejada (a gente gosta de ir das menores para as maiores, para aproveitar tudinho que o hash tem a oferecer) e acender.

Se ele não for específico para hash, procure um adaptador e faça esse mesmo processo. É bom lembrar que vaporizar também é uma forma de reduzir danos: além de poder curtir melhor todos os efeitos do seu hash sem desperdício, ele não passa pelo processo de carburação, o que ajuda você a preservar seus preciosos pulmões.

No dab rig

Primeiro, certifique-se de que seu compartimento de água está cheio. Depois, use um maçarico para esquentar o seu nail até a temperatura desejada. Nós recomendamos nails de quartzo, e não de titanium. Quando estiver quente o suficiente, deixe esfriar. O ideal é poder medir a temperatura, mas se você não tiver um apetrecho, use um cronômetro e faça experiências empíricas para garantir uma temperatura mais baixa na sua vaporização!

Outra opção interessante é o método chamado “cold start” que significa “inicialização a frio”. Para fazer isso, coloque o seu concentrado em seu nail de quartzo antes de começar a  aquecê-lo. O segundo passo é direcionar o seu maçarico para o nail e esquentá-lo em uma configuração mais baixa da chama até ver o hash começar a derreter e borbulhar. Quando ver bolhas formando, pare de aquecer, e pode tragar!

Sinta-se à vontade para aquecer o dab novamente para outra tragada. Uma leve esquentada na primeira é uma ótima forma de sentir o sabor em uma baixa temperatura, permite que todas aquelas maravilhosas expressões dos terpenos sejam experimentadas. Na segunda tentativa, a chapação bate mais, a temperatura mais alta vaporiza mais canabinóides. Apenas tome cuidado para não aplicar muito calor e queimar seu concentrado, pois estamos tentando vaporizar aqui, lembra?

Na faca ou no copo

Aqui é onde descobrimos que o ser humano pode fazer de tudo pela brisa. Não tem equipamentos? É só ir para a cozinha e voilà: com uma faca ou um copo, você pode usar seu hash numa boa.

Você vai precisar de:

  • Duas facas ou um copo;

  • Seu hash.

Como usar: 

1. Na faca

Para fumar nas facas, acenda o fogo e esquente ambas até ficarem em brasa. Depois, coloque um pouco de hash em uma das lâminas e aperte com a outra. Com um cone feito em papel, puxe a fumaça que for saindo.

Cuidado: fazer isso é bem perigoso, e você pode se queimar – ainda mais chapada, né?

2. No copo:

Primeiro, transforme seu hash em uma cobrinha. Fixe a tachinha no porta copos, e o hash na tachinha – vai ficar como se ele fosse um incenso. Você vai acendê-lo e colocá-lo no copo, fechando a boca e deixando a fumaça presa no interior. Quando o copo estiver preenchido de fumaça, você vai afastar um pouquinho o porta copos e aspirar aquela fumacinha. Tem gente que usa até canudinho! Se for usar, dê preferência a materiais reutilizáveis.

Meninas, e o haxixe é algo acessível?

No Brasil sofremos um desafio no acesso ao haxixe de qualidade, por isso sempre trazemos a ideia do cultivo caseiro para poder fazer as suas próprias extrações de qualidade. A gente já ensinou aqui como é possível fazer extrações seguras e sem solventes químicos em casa para consumo próprio. Por causa do proibicionismo, a gente entende que é muito mais difícil para algumas pessoas fazerem tudo isso. Mas você pode conferir, entender os jeitinhos e se aprimorar nessa arte enquanto não temos outras opções.

Nos Estados Unidos, a cultura do hash é bem forte, e é possível comprá-lo legalmente em alguns estados em dispensários ou em competições. A nossa luta é para que, aqui no Brasil, isso também possa acontecer em breve. Ainda temos muito chão a percorrer – principalmente para virar a chave do proibicionismo e espalhar a Redução de Danos como um contraponto mais seguro e humano.

E alerta: Aquele melzinho que sobra no final do baseado ou do seu beck não é haxixe! E sim um melzinho de toxinas criadas a partir do processo de combustão. Por isso, pensando na Redução de Danos evite fazer o beck de pontas.

E você, curtiu aprender essas formas de usar hash? Já conhecia todas? Tem alguma que não falamos aqui? Conta pra gente nos comentários!

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Hoppus.publicidade@gmail.com
1 ano atrás

Um ótimo conteúdo, essa da faca ainda não tinha visto mas "da uma copada" por aqui sempre rola!

luannbuique@outlook.com
1 ano atrás

Nunca fumei hash, sonho

santos.leandro27@gmail.com
1 ano atrás

Conteúdo incrível!
Obrigado meninas!

Pedro Hoppus
Pedro Hoppus
1 ano atrás

Um ótimo conteúdo, essa da faca ainda não tinha visto mas "da uma copada" por aqui sempre rola!

buique
buique
1 ano atrás

Nunca fumei hash, sonho

Leandro
Leandro
1 ano atrás

Conteúdo incrível!
Obrigado meninas!