Cultivo

Anatomia do tricoma: Entenda essa estrutura

Para termos haxixe, precisamos de glândulas bonitas e bem formadas! Venha entender a anatomia do tricoma e o que você precisa saber sobre ela.

Os tricomas, que deixam as flores de maconha parecendo delícias açucaradas, são os componentes primordiais do haxixe. Os diferentes métodos de fabricação de hash isolam essas pequenas glândulas pegajosas da planta, porque elas abrigam a maior parte de sua resina. É ali que encontramos a maior parte de canabinoides, terpenos, terpenoides e outros compostos — por isso, entender a anatomia do tricoma é bem importante!

Cada parte da maconha contém pelo menos um pouco de THC. As folhas têm cerca de 4%, enquanto as flores têm até 25% ou 30% do peso seco. Isso por conta da presença de tricomas, que se concentram principalmente nelas.

E uma curiosidade interessante: os cientistas costumavam pensar que o THC e outros canabinoides eram produzidos no tecido verde da planta e transportados para os tricomas durante a floração. Mas, após muita pesquisa, eles perceberam que os próprios tricomas produzem os canabinoides e terpenos. Incrível, certo?

Para entender melhor essas estruturas tão fascinantes e cheias de magia, vamos falar um pouquinho mais sobre elas. Portanto, pegue as anotações da aula de biologia e vem com a gente conhecer a anatomia do tricoma!

Relembrando: o que é um tricoma?

anatomia do tricoma
Fotografia macro revela os detalhes dos tricomas. Iti! Imagem: @kandidkush.

Tecnicamente falando, tricomas são protuberâncias finas ou apêndices de plantas, algas, liquens e certos protistas. Ele se origina da palavra grega “Tríchōma”, que significa “crescimento de cabelo”. Para nós, que amamos maconha, eles são conhecidos principalmente por serem pequenas fábricas. São responsáveis por produzir as centenas de canabinoides, terpenos e flavonoides que tornam nossas variedades favoritas potentes, únicas e eficazes.

Com cerca de 50 a 100 micrômetros de largura, os tricomas são muito pequenos. Geralmente, você consegue observá-los melhor com uma lupa — mas microscópios mostram o incrível mundo que existe dentro de cada glândula.

Para a plantinha, eles funcionam como mini-seguranças, que prezam por sua defesa e saúde. Eles ajudam a afastar predadores, reduzir danos por alta exposição a raios ultravioleta, além de proteger a maconha de ventos, intempéries e até mesmo algumas doenças causadas por fungos.

E não menos importante: esses tricomas podem ser isolados e coletados usando técnicas sem solvente para criar concentrados puros e de alta potência. Graças a técnicas de extração, como o uso de água gelada ou de prensas, podemos separar as cabeças dos tricomas do resto do material vegetal, pegando só o que há de melhor e deixando o resto para trás.

A anatomia do tricoma da maconha

anatomia do tricoma
A anatomia do tricoma. Imagem: The Puff Hub.

Existem vários tipos diferentes de tricomas e eles aparecem em diversas espécies de plantas, mas o mais comum na planta de maconha é o tricoma capitado. Ele é composto por um caule longo e fino, que sustenta uma cabeça arredondada e bulbosa no topo. Os tricomas capitados também são os maiores tipos de tricomas e são visíveis a olho nu. 

Vamos falar sobre as principais partes dessas estruturas?

Os caules são feitos principalmente de dois tipos de células: as epidérmicas e as hipodérmicas. As células epidérmicas formam a parte externa dos caules e fornecem a força estrutural necessária para sustentar a cabeça que fica no topo. Já as hipodérmicas compõem o interior dos talos e transportam nutrientes até a cabeça glandular.

A célula basal, que fica bem no topo do caule, é o conector entre o talo e a cabeça. Essa célula basal é a cola que mantém as duas partes do tricoma juntas e se torna mais fraca à medida que o tricoma amadurece. Os tricomas mais maduros liberam suas cabeças facilmente por conta disso!

Depois, chegamos na cabeça do tricoma. Uma camada de células listradas revestem a parte inferior da cabeça. Elas suportam células secretoras, que desempenham um papel importante no metabolismo de canabinoides e terpenos. Esses componentes são então produzidos dentro das vesículas secretoras.

Todo o interior da cabeça do tricoma é circundado e protegido por uma membrana transparente chamada cutícula cerosa. Ela mantém a cabeça intacta, protegendo a resina no seu interior. À medida que a planta amadurece, a resina é empurrada para fora do tricoma, o que significa que também existe um óleo valioso localizado dentro da cutícula. Interessante essa anatomia do tricoma, não é?

Qual é o melhor componente de um tricoma para extração?

Full Melt – Haxixe Ice da marca Papa’s Select. Imagem: @kandidkush.

Como falamos, os canabinoides são encontrados em diferentes quantidades em todas as partes da planta de maconha — e também nas cabeças e caules dos tricomas. No entanto, a maioria dos canabinoides, terpenos, terpenoides e flavonoides que desejamos estão nas cabeças das glândulas. Por isso, elas são as partes mais importantes para um haxixe!

No caso do haxixe ice, por exemplo, queremos retirar essa cabeça do tricoma intacta e separar de outras partes da planta. Para isso, frio, agitação e boas bolsas de filtragem, que separam as cabeças por tamanho e maturidade, são essenciais. 

Se no final da sua extração você ver muitos caules de tricoma, significa que você precisa ter mais cuidado. Esse não é o melhor material, e pode prejudicar a qualidade do seu concentrado por adicionar uma quantidade grande de lipídios.

Certas cepas de maconha produzem tricomas com “pescoços” (a região da célula basal) mais finos, que se desprendem facilmente da cabeça. Outras cepas geram tricomas com ligações mais fortes e espessas entre o caule e a cabeça. As melhores variedades para lavar haxixe, no entando, são aquelas que produzem grandes quantidades de tricomas capitados com conexões frágeis entre a cabeça e o caule quando o tricoma está maduro. Isso significa que sua planta deve ser manuseada com cuidado para que as cabeças não caiam antes da extração.

A coloração dos tricomas

anatomia do tricoma
Diferentes cores indicam diferentes maturidades de um tricoma. Imagem: @kandidkush.

Como a gente já explicou bastante por aqui, as diferentes tonalidades de um tricoma são um indicativo da maturidade da planta. Eles funcionam como um indicador, e dão uma boa pista sobre a melhor hora de colher a sua planta. Normalmente, existem três colorações e fases principais:

  • Transparentes: estágio inicial dos tricomas, bem imaturos;
  • Brancos leitosos: um pouco mais maduros, mas não completamente;
  • Âmbar-dourados: completamente maduros.

É importante respeitar o tempo de maturação, já que o tricoma vai enchendo de óleo à medida em que a planta vai ficando mais madura. Conforme o pico de concentração de THC se aproxima, os tricomas ficam mais translúcidos. A presença de muitos tricomas âmbar, no entanto, pode mostrar que sua planta já tem uma quantidade considerável de CBN — canabinoide gerado pela degradação do THC. Isso pode mudar bastante o efeito!

Cada pessoa tem uma preferência na hora de colher: existem cultivadores que preferem colher quando 80% dos tricomas está em um branco mais leitoso e 20% transparente. Outros preferem fazer a colheita quando já existe uma porcentagem superior de tricomas âmbar (super maduros). Algumas pessoas acreditam que melhor é colher quando estão 70% em um branco leitoso e 30% na cor âmbar.

Além disso, existem tricomas que ficam roxinhos devido à presença de antocianinas. Isso é mega raro, e dá origem a um concentrado lilás todo diferentão!

E então, gostou de saber sobre isso? 

Os tricomas são uma das partes mais fascinantes da planta, e nós, que amamos extrações, veneramos esses pequeninos. Nada melhor do que ver um cultivo todo “nevado” no final de tanto trabalho, sabendo que ele irá render belos e deliciosos concentrados! Yum!

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Até a próxima!

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