Estudos

5 ANIMAIS QUE TAMBÉM SE DROGAM

Achou que era só você, é? Achou errado! Conheça aqui outros animais que se drogam e buscam alterar a consciência com diferentes substâncias.

Nenhuma experiência é individual — nem mesmo entre espécies, se pararmos para pensar. Por exemplo: existem diversos outros animais que, assim como nós humanos, também se drogam. Não são poucos os seres nesse planeta que buscam na natureza maneiras diferentes de alterar a própria consciência. E nem sempre é só por diversão. Alguns desses bichinhos também buscam efeitos terapêuticos!

E o mais interessante de tudo isso é que certos comportamentos animais explicam a nossa própria preferência por certas substâncias, de um ponto de vista evolucionário. Estudando o comportamento de alguns mamíferos, cientistas indicam que nossa atração pelo álcool se deu por conta de adaptações que começaram com nossos ancestrais primatas. Daora demais, né?

Se você também acha essa temática bem interessante, vem com a gente descobrir alguns animais que se drogam, bem como os motivos por trás desses comportamentos. 

 

Cervos e os cogumelos 

Os cervos, incluindo espécies como alces e caribus, têm sido observados consumindo a Amanita muscaria em diferentes partes do mundo, como na Sibéria, Escandinávia e outras regiões onde esses cogumelos são encontrados. Esses cogumelos contêm muscarina, uma substância psicoativa que pode afetar seu comportamento.

Quando os cervos ingerem a Amanita muscaria, eles frequentemente exibem comportamentos que são descritos como “embriagados” por observadores humanos. Isso inclui correr sem rumo, movimentos bruscos de cabeça e emissão de ruídos incomuns. Além disso, os caribus que consomem esses cogumelos muitas vezes se separam de seus rebanhos. Isso os torna mais vulneráveis a ataques de predadores.

Um aspecto interessante desse fenômeno é que a ingestão dos cogumelos também afeta a urina dos cervos, infundindo-a com os mesmos agentes psicoativos. Isso leva os próprios caribus a lutar para acessar a urina de companheiros de rebanho que tenham consumido Amanita muscaria, em um esforço para experimentar os efeitos! 

Além disso, os humanos também perceberam essa oportunidade e começaram a consumir a urina dos cervos para obter uma “viagem” mais intensa do que a proporcionada pelo consumo direto dos cogumelos. Xamãs utilizavam dela para ter visões espirituais e guiar seu povo! Inclusive, já até contamos aqui como esse rolê influenciou a criação de diversos símbolos natalinos que conhecemos até hoje.

 

Gatos domésticos e catnip

Quem nunca viu um gatinho ficar doidão com catnip? A erva-do-gato contém um composto chamado nepetalactona, que tem um efeito alucinógeno sobre os bichanos. Quando eles entram em contato com a erva-do-gato, seja por cheirá-la, esfregar-se nela ou comê-la, muitos exibem comportamentos que podem parecer estranhos ou engraçados para a gente.

Os efeitos da erva-do-gato nos gatos variam. Muitos mostram sinais de excitação, como correr freneticamente, rolar no chão, esfregar-se em objetos e fazer movimentos rápidos e erráticos. Alguns gatos podem até mesmo vocalizar de maneira diferente ou apresentar pupilas dilatadas. Esse comportamento pode ser comparado a um estado de “euforia felina”.

Curiosamente, a sensibilidade à erva-do-gato é uma característica genética e nem todos os gatos respondem a ela da mesma forma. Estima-se que cerca de 70-80% dos gatos sejam sensíveis à nepetalactona, enquanto o restante não demonstra interesse significativo pela catnip.

Além disso, tanto gatos machos quanto fêmeas são afetados pela erva-do-gato, embora possam exibir diferentes padrões de comportamento em resposta a ela. Além disso, gatos mais jovens tendem a ser mais sensíveis à erva-do-gato do que gatos mais velhos.

 

Golfinhos e… baiacus?

O fenômeno dos golfinhos se intoxicando com baiacus é fascinante e complexo! Os animais foram observados repetidamente interagindo com baiacus de uma maneira peculiar, carregando-os na boca, apertando-os e até passando-os para outros golfinhos. 

Acredita-se que os golfinhos estejam buscando deliberadamente a exposição à neurotoxina liberada pelos baiacus. Ela possui efeitos alucinógenos e pode colocá-los em um estado semelhante a um transe.

Observações detalhadas revelam que os golfinhos jovens parecem experimentar conscientemente o efeito intoxicante dos baiacus. Eles os compartilham entre si em um comportamento social em torno dessa prática — tipo uma roda de baseado, mas com… um peixe.

Um fato bem interessante é que a toxina liberada pelos baiacus é potencialmente letal em grandes doses. Entretanto, os golfinhos demonstram um conhecimento instintivo sobre como manuseá-los com cuidado, evitando a exposição excessiva à toxina.

Após a interação com os baiacus, os golfinhos exibem comportamentos incomuns, como permanecer na superfície da água e mostrar sinais de fascinação por seu próprio reflexo. 

 

Wallabies e o uso de ópio

animais que se drogam
Sim: os wallabies dão prejuízo para a galera que planta papoulas para extrair ópio.

O envolvimento dos wallabies australianos com o ópio é um fenômeno fascinante que reflete a interação complexa entre a atividade humana e a vida selvagem. Isso porque os humanos são em grande parte responsáveis pelo interesse crescente dos wallabies por papoulas e ópio. A Austrália é, hoje, a maior responsável pela produção legal de ópio no mundo, e a expansão da produção da matéria-prima resultou na destruição de parte do habitat natural dos animais.

Os wallabies são atraídos pelo ópio encontrado nas papoulas e muitos deles consomem os opiáceos presentes nas plantas, o que os leva a experimentar estados de intoxicação e comportamentos incomuns. Um deles é ficar correndo em círculos pelas plantações de papoula — o que acaba destruindo boa parte da colheita.

O comportamento dos wallabies indica que eles muitas vezes retornam aos campos de papoulas. Isso sugere que eles também sentem uma forte atração ou dependência em relação à substância.

Embora seja evidente que os wallabies consomem ópio e experimentam seus efeitos, o impacto a longo prazo na saúde e no comportamento desses animais ainda não é totalmente compreendido. Estudos adicionais são necessários para entender completamente os efeitos do ópio nos wallabies e em seu ecossistema.

 

Diferentes animais e o uso de álcool

Você já ouviu falar sobre a Hipótese do Macaco Bêbado? Segundo ela, os primatas, incluindo os humanos, desenvolveram uma preferência pelo álcool devido à exposição ancestral a frutas fermentadas. Além disso, primatas não humanos, como os chimpanzés, também foram observados consumindo álcool quando disponível. Alguns podem até desenvolver dependência!

E não são apenas os macacos que parecem curtir uma bebidinha. Insetos como abelhas e moscas-das-frutas demonstram uma afinidade pelo álcool, consumindo néctar fermentado e até mesmo etanol puro. No entanto, o consumo de álcool pode ter consequências negativas para esses insetos, incluindo desorientação e acidentes durante o voo.

Algumas aves, como tordos-americanos e tordos-ruivos, podem ficar intoxicadas ao consumir frutas fermentadas. isso os leva a comportamentos desorientados, como voar em direção a janelas ou edifícios. O consumo de álcool por aves frugívoras é bem comum durante a primavera, quando as frutas começam a fermentar após o descongelamento.

Mamíferos como loris australianos e morcegos frugívoros também foram observados ficando bêbados ao consumir néctar ou frutas fermentadas. Isso pode prejudicar sua capacidade de voar ou se locomover, colocando-os em risco de predação ou outros perigos.

 

E aí, curtiu saber de tudo isso? A gente acha bem interessante entender que a relação com substâncias é comum entre todos nós, animais que habitam a Terra. Embora muita gente ainda se iluda e tente acreditar que é possível “livrar” o mundo das drogas, isso mostra que o uso de psicoativos é algo bem mais complexo!

Não esqueça de seguir a gente lá no Instagram @girlsingreen710 para saber mais.

Até a próxima!

 

FAQ

Quais SÃO OS animais QUE SE DROGAM?

Muitos animais em diferentes habitats foram observados consumindo substâncias psicoativas. Exemplos incluem primatas, como os humanos e os chimpanzés, insetos como abelhas e moscas-das-frutas, aves frugívoras e mamíferos como loris australianos e morcegos frugívoros.

Por que os animais consomem drogas?

As razões podem variar de acordo com a espécie e o contexto. Alguns animais consomem drogas como parte de sua dieta natural, enquanto outros podem buscar as substâncias por seus efeitos psicoativos. Em alguns casos, os animais podem ser atraídos pelo sabor ou pelo aroma das substâncias.

Quais são os efeitos do consumo de drogas nos animais?

Os efeitos podem incluir intoxicação, alterações comportamentais, desorientação, riscos aumentados de acidentes e até dependência. Eles podem variar dependendo da substância consumida e da quantidade ingerida.

Os animais QUE SE DROGAM desenvolvem tolerância ou dependência?

Em alguns casos, sim. Por exemplo, chimpanzés foram observados consumindo álcool regularmente e experimentando sintomas de abstinência quando privados do acesso à substância. No entanto, os padrões de tolerância e dependência variam entre as espécies.

Qual é o impacto do consumo de drogas nos animais e em seus ecossistemas?

O impacto pode ser variado e incluir consequências negativas. O aumento do risco de acidentes, predação e redução da capacidade de reprodução são alguns. No entanto, em alguns casos, o consumo de drogas pode ter benefícios, como fornecer uma fonte adicional de energia.

Como os pesquisadores estudam o uso de drogas em animais?

Os pesquisadores utilizam uma variedade de métodos, incluindo observação direta em habitats naturais, experimentos controlados em laboratório e análises de amostras biológicas para detectar a presença de substâncias psicoativas.

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